A melhor hora para observar a chuva de meteoros será na passagem do dia 12 para 13 de agosto, após a meia-noite. Procurar uma zona escura, deixar o telemóvel em casa e ser paciente são as recomendações dos especialistas para obter melhores condições de visibilidade.
Foto: ©Vito Technology, Inc.
As Perseidas são um fenómeno que acontece todos os anos, popularmente conhecido como “estrelas cadentes” ou meteoros. A decorrer desde finais de julho e até meados de agosto, o pico do espetáculo decorre na noite de 12 para 13 de agosto, com condições mais favoráveis à observação depois da meia-noite, como se lê no jornal Público.
A Euronews alerta que as expectativas face à visibilidade do fenómeno devem ser ajustadas, dado o impacto da luminosidade da lua (que estará nos 83%) nas condições de observação. Em vez de um fluxo constante de meteoros, o fenómeno deste ano terá o seu forte na qualidade em detrimento da quantidade de “estrelas cadentes” observadas.
Para melhores condições de visibilidade, os especialistas recomendam que procure a escuridão, idealmente num local afastado da cidade ou, se não puder ir para uma zona rural, procure a parte mais escura do céu. A segunda regra é deixar o telemóvel em casa – sempre que olhamos para o ecrã, os olhos demoram cerca de 15 minutos a adaptar-se à escuridão.
Por fim, seja paciente: o facto de haver uma contagem média não significa que verá essa quantidade de meteoros por hora. A estimativa de que poderíamos ver cerca de cem estrelas cadentes por hora considera que a condição perfeita – e impossível – de olhar para todas as regiões do céu ao mesmo tempo e observar todos os meteoros em circunstâncias ideais, como explicou, ao jornal Público, o astrónomo Máximo Ferreira, diretor do Centro Ciência Viva de Constância.
Origem do fenómeno
Na origem das Perseidas está o rasto de poeiras deixado pelo cometa Swift-Tuttle, que passa junto à órbita da Terra a cada 133 anos, tendo a última passagem ocorrido em 1992, prevendo-se a próxima em 2125, daqui a cem anos.
A frequência da “chuva” deve-se à viagem anual da Terra à volta do Sol, na qual passa por uma região do espaço onde se encontra o rasto de detritos e poeiras do cometa que, em contacto com a atmosfera terrestre, entram em combustão e originam meteoros.
O cometa foi descoberto em 1862 pelos astrónomos norte-americanos Lewis Swift e Horace Parnell Tuttl.
















