A complexidade do socorro prestado em Albergaria-a-Velha, marcada pela localização estratégica do concelho e pela resposta frequente a acidentes rodoviários e incêndios rurais, levou uma equipa de profissionais de Saúde de Angola a escolher o concelho para conhecer equipamentos e práticas que poderão ser adaptados à realidade angolana.
Uma equipa de profissionais de Saúde vinda de Angola fez uma visita, esta segunda-feira, ao Quartel dos Bombeiros de Albergaria-a-Velha para observar uma série de veículos de prestação de socorro.
O propósito do encontro foi recolher exemplos do que pode ser adaptado ao serviço de saúde público angolano, para que os equipamentos possam acompanhar a crescente formação dos profissionais, como explicou José Filipe Moreira, responsável pela empresa aveirense que dinamizou o encontro, como parte do trabalho de formação que têm desenvolvido em Angola desde 2021.
A empresa obteve, através de concurso por candidatura, um financiamento de 200 milhões de euros do Banco Mundial para prestar formação em Angola na área da Saúde. O projeto teve início há quase dois anos e termina em 2028. A visita a Albergaria, que passou igualmente pelo Hospital de Aveiro e pela Fundação Casa Hermes, foi feita no âmbito deste processo de cooperação.
Esta formação engloba toda a linha de profissionais envolvidos na prestação de serviços associados à Saúde, do médico ao condutor da ambulância, explicou Albano Eugénio, diretor do Hospital Pedro Maria Tonha Pedalé e membro do Ministério da Saúde na área da formação de Recursos Humanos. “A parceria está a correr muito bem. Hoje conseguimos agir de forma mais coerente, organizada e segura”, sintetizou Albano Eugénio.
José Ricardo Bismarck, presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros de Albergaria-a-Velha, explicou que, com a adaptação do chassis, o interior das ambulâncias apresentadas e respetivos equipamentos podem ser adaptados às condições mais precárias de algumas vias de comunicação em Angola.
Albergaria foi escolhida pela particularidade e complexidade do socorro prestado a nível local, num concelho que liga o Norte ao Sul do país e que sofre frequentemente com acidentes rodoviários e incêndios rurais e que teve de se adaptar aos desafios da prestação de socorro, como explicou o presidente da Associação.
A visita contou igualmente com a presença de Juliana Catinda, em representação da ministra da Saúde de Angola, Sílvia Lutucuta, e Severina Sitișco, representante da área de formação do INEM em respostas avançadas.
















