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Assembleia unida na vontade de implementar medidas de controlo de velocidade

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Como exemplo de lombas a instalar nas ruas consideradas mais problemáticas, foi referida a solução encontrada em Estarreja, na antiga EN109.

Foto: DR e meramente ilustrativa

Na última Assembleia de Freguesia de Angeja, que decorreu no passado dia 17 de junho, António Guerra, eleito pelo PSD/IL, partido do executivo, manifestou ser “urgente” a implementação de medidas de acalmia de velocidade – mais concretamente, lombas – na Rua do Comércio, Rua Fernando dos Santos e na Rua da Pereira, onde identificou igualmente problemas de mobilidade.

“Peço que seja feita pressão imensa sobre a Câmara Municipal para a concretização destas intervenções. É urgente, urgente, urgente”, reforçou António Guerra, sublinhando que a solução aplicada em Estarreja, na antiga EN109, poderia ser replicada em Angeja, por se tratar de uma estrutura adaptada à circulação de diferentes tipos de veículos.

António Almeida, eleito pela oposição Unidos por Angeja (UPA), acompanhou as preocupações apresentadas e acrescentou a Rua das Marridas e a Rua da Boavista à lista de arruamentos onde considera necessária a instalação de lombas. O eleito destacou igualmente a solução encontrada no concelho vizinho, referindo tratar-se de lombas que “não dão cabo dos carros nem da paciência, como as de Cacia”.

O presidente da Junta de Freguesia, Hélder Brandão, agradeceu as intervenções e afirmou acompanhar as preocupações levantadas. O autarca indicou já ter transmitido à Câmara Municipal que “aquela lomba de borracha não será satisfatória” e mostrou-se favorável a uma solução semelhante à existente em Estarreja.

“É gritante a necessidade de lombas na freguesia. Sabemos todos que existe falta de civismo nesse campo e que a forma como as estradas são usadas parece tratar-se de uma pista de automóveis de corrida”, lamentou Hélder Brandão. Em síntese, o presidente da Junta apontou como ruas prioritárias para futuras intervenções, a termos de colocação de lombas: Rua das Marridas, Rua Fernando dos Santos, Rua da Várzea, Rua do Comércio, Rua da Boavista e Rua dos Pinheiros.

Estacionamento abusivo 

O estacionamento indevido foi outro dos temas abordados na reunião. António Guerra alertou para a situação na curva entre a Rua da Costa e a Rua Fernando dos Santos, onde foram colocados vasos para impedir o estacionamento abusivo. Segundo o eleito, os objetos acabaram destruídos, pelo que deixou a proposta de colocação de uma solução mais resistente, semelhante às barreiras utilizadas em vias rápidas, eventualmente com pinturas realizadas por crianças da freguesia.

Hélder Brandão explicou que já foram testadas várias soluções para o local, que classificou como um “problema grave”, tendo sido ponderada a proibição total de estacionamento. O presidente da Junta admitiu, contudo, dificuldades na fiscalização do cumprimento da sinalização, receando que  esta seja simplesmente ignorada pelos condutores. 

António Guerra alertou ainda que o estacionamento abusivo condiciona a circulação de veículos de emergência e serviços essenciais, nomeadamente dos Bombeiros de Albergaria e da recolha de resíduos. Uma situação semelhante foi identificada na Rua do Espírito Santo, onde a circulação é diariamente dificultada pelos veículos estacionados nas bermas.

Sobre as situações verificadas na Rua da Pereira, Rua do Espírito Santo e Rua da Costa, António Almeida, membro do UPA, considerou que o problema está sobretudo no incumprimento das regras. “Há locais onde não vale a pena falar da colocação de sinais de proibição de estacionamento porque basta cumprir o código da estrada. Não há falta de estacionamento, há falta de polícia”, defendeu.

Hélder Brandão acompanhou a crítica relativa à necessidade de maior fiscalização e indicou que os casos mais graves ou frequentes têm sido comunicados sempre que necessário.

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Beatriz Ribeiro
Beatriz Ribeiro
Formada em Jornalismo pela FCSH. Com gosto pela escrita e pesquisa de informação, vim de Almada para Albergaria para estar mais próxima das pessoas – a peça central do jornalismo. Amante de música e podcasts, agora aprendo a caminhar sem fones, em busca das vozes dos locais.
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