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Hospital parcialmente encerrado por infestação de baratas

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O Hospital São Miguel, em Oliveira de Azeméis, está parcialmente fechado devido a uma infestação de baratas. A ULS afirma que a intervenção faz parte do plano regular de monitorização, mas os profissionais de Saúde recusam esta versão e falam em falta de investimento no espaço – que é “muito antigo” e tem “canalizações velhas”.

Foto: Facebook/Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis

O Hospital São Miguel, em Oliveira de Azeméis, está parcialmente fechado devido a uma infestação de baratas, revelaram hoje profissionais da unidade de saúde e fontes da autarquia, adiantando que a situação se manterá pelo menos até quinta-feira, segundo a Agência Lusa.

A presença excessiva dos insetos no equipamento da ULS do Entre Douro e Vouga foi detetada já na segunda-feira, tendo começado no dia seguinte o encerramento das valências mais afetadas. Em declarações à Lusa, o presidente da Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis, Joaquim Jorge Ferreira, explicou que ontem, terça-feira, começaram a ser transferidos os doentes internados e que a desinfestação já foi contratada.

Os trabalhos em curso incluem, segundo a ULS, “uma intervenção nas redes de saneamento e a pulverização e posterior higienização profunda das instalações”. A reabertura em pleno da unidade está prevista para quinta-feira de manhã se for positiva “a validação das condições de operacionalidade pelas equipas competentes”, já que, para a direção do hospital, “a segurança e o bem-estar dos seus doentes e profissionais são a prioridade absoluta”.

A administração da ULS afirmou que o encerramento se verifica “no âmbito de ações contínuas de monitorização e manutenção das instalações”, o que os profissionais contactados pela Lusa rejeitam, argumentando que “se fosse uma desinfestação programada, não se tinham marcado consultas para estas datas nem os internados eram transferidos assim, de repente”.

Alguns trabalhadores atribuem a ocorrência à falta de investimento na unidade. “O hospital é muito antigo e ninguém investe lá o suficiente, portanto, com canalizações velhas e tantos campos em volta, não dá para evitar estas coisas”, afirmou.

Fonte: Lusa

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