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Unimadeiras contesta suspensão de trabalhos florestais motivada por Rally de Portugal

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A empresa argumenta que “governar a nível local e nacional não é escolher entre espetáculo e a economia real; é garantir que ambos coexistem, sem que um anule o outro”.

Foto: DR e meramente ilustrativa

Perante os impactos das tempestades que recentemente afetaram várias áreas do país, a Unimadeiras critica a decisão de suspender os trabalhos florestais até 7 de maio, com suspensão imediata comunicada ontem, 15 de abril.

A empresa questiona “em que momento uma prova desportiva passou a justificar a interrupção de uma atividade económica estruturante?” com ênfase no particular contexto de “atual contexto em que os territórios enfrentam pressão crescente: eventos climáticos extremos, risco de incêndio, abandono rural e necessidade urgente de gestão ativa da floresta”.

Em comunicado, a Unimadeiras refere diretamente “a decisão do Município de Sever do Vouga de suspender atividades florestais até 7 de maio nos troços Alombada – Alto do Roçario e Braçal – Alto da Serra no âmbito do Rally de Portugal” e descreve-a como “uma escolha que fragiliza ainda mais um sistema já exposto”.

Suspensão em Albergaria

Nuno M. Pinto, diretor de Sustentabilidade e Inovação do grupo Unimadeiras SA, afirma compreender a importância do Rally de Portugal, bem como a visibilidade internacional, impacto económico e relevância mediática que traz, no entanto, afirma que tal “importância não pode ser construída à custa de setores que garantem a resiliência do território ao longo de todo o ano”.

A empresa afirmou ainda que a própria organização do Rally, a Automóvel Clube de Portugal, “tem de começar a ter uma visão mais abrangente e responsável no país”, reforçando que “uma floresta bem gerida, mais produtiva e mais resiliente, não se pode e não se deve continuar a tratar como um obstáculo temporário, no qual tudo é descartável e removido sempre que acontece um evento”.

Nuno M. Pinto sintetizou: “Tem de existir mais equilíbrio, perceber que governar a nível local e nacional não é escolher entre espetáculo e a economia real. É garantir que ambos coexistem, sem que um anule o outro”.

No concelho de Albergaria-a-Velha os trabalhos estão suspensos até dia 8 de maio, como avisou a Proteção Civil Municipal, em publicação nas redes sociais. De acordo com o aviso divulgado, ficam interrompidas, com efeito imediato, todas as operações de extração, corte, arraste e transporte de madeira no troço compreendido entre Casa do Guarda, Silva Escura e Gavião.

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