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Caderneta de Cromos #14 | Não há espaço para surpresas

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Não foi no primeiro dia de oitavos de final que houve surpresa. Sem grandes dificuldades, Países Baixos e Argentina são as primeiras equipas apuradas para a próxima fase.

Cinismo neerlandês mandou o soccer embora

As primeiras equipas a entrar em campo neste primeiro jogo de oitavos de final, os Países Baixos eliminaram, esta tarde, os Estados Unidos da América.

Até foram os EUA a começar melhor, atrevidos, com Pulisic a obrigar o guardião neerlandês a uma difícil defesa.

Uma das surpresas do mundial até agora, os EUA tentavam surpreender ainda mais, mas caíram na teia do cinismo de Louis Van Gaal.

Aos 10 minutos, Dumfries fez um passe rasteiro e Memphis atirou a contar. Estava inaugurado o marcador. Depois a equipa limitou-se a controlar o jogo, mesmo entregando a bola ao adversário, mas completamente inofensivo. A fechar a primeira parte os Países Baixos chegam ao segundo golo numa jogada papel químico do primeiro. Dumfries no corredor, passe rasteiro para a zona de pênalti, e desta vez foi Blind a fazer o remate.

Na segunda parte os EUA foram atrás do resultado, ainda que fosse uma montanha para escalar. Os neerlandeses foram tendo mais oportunidades de golo, com Matt Turner a ser dos melhores em campo para os norte-americanos.

A quinze minutos do fim, Tim Wright reduz para os EUA com um golo bastante impressionante e difícil de repetir. Numa altura em que os norte-americanos tentavam chegar ao golo do empate, Dumfries colocou o ponto final na partida, ao responder a um cruzamento no segundo poste e colocar os Países Baixos nos quartos.

Messi comanda o sonho

A Argentina é uma equipa que está em crescimento de jogo para jogo. Começou mal, frente à Arábia Saudita, fez um jogo qb diante do México e melhorou contra a Polónia.

O jogo dos oitavos de final diante da Austrália antevia os argentinos a comandar todos os aspetos da partida, o que se tornou realidade.

Sempre com a bola a circular de um lado para o outro, foi difícil entrar na teia defensiva bem montada pelos australianos. Foi Messi, com um lance tipicamente de Messi, bola colada ao pé e com poucos toques, flete para o meio, remata colocado ao segundo poste, e bola lá dentro. Aos 35’ estava desmontada a teia, e tornava-se mais fácil, uma vez que a Argentina chegava à vantagem.

A Austrália foi praticamente inofensiva durante 80 minutos. A chegar à hora de jogo, foi Alvarez quem alargou a vantagem e sentenciou a partida, ainda que os “socceroos” ainda reduzissem, perto dos 80’.

Os últimos dez minutos foram de desperdício de oportunidades por parte da Argentina, e o último lance, uma grande defesa de Emiliano Martinez agarrou o sonho argentino de chegar ao tri. Mais um show de Messi faz os argentinos acreditar que é possível levantar a taça.

Era uma vez… o Mundial | Novamente a Alemanha, num mundial apagado

O mundial de 1990 foi, provavelmente, o mais desprovido de emoção e o mais aborrecido de sempre.

A Itália recebeu a competição que viu a reedição da final de quatro anos antes, mas desta vez com um sabor diferente.

Não houve grandes surpresas. Nas meias-finais estavam quatro anteriores campeões: a Argentina jogava contra a Itália e a Alemanha contra a Inglaterra.

Esse Alemanha x Inglaterra ficou conhecido pela frase de Gary Lineker, jogador inglês, “no futebol são 22 homens a correr atrás de uma bola e no fim ganha a Alemanha”. Uma frase que pode ter sido verdade durante largos anos, mas ultimamente não tem sido bem assim. É nessa meia final que começa o trauma inglês das grandes penalidades.

Na outra meia-final, jogada em San Paolo, estádio do Nápoles, os adeptos italianos estavam de coração dividido. De um lado, a pátria, do outro, Maradona, herói de Nápoles que conduziu o clube aos dois únicos campeonatos italianos na história.

A Argentina de Maradona acabou por levar a sua avante, nas grandes penalidades, onde iria cair no jogo seguinte, o derradeiro, frente à Alemanha, que se vingava da final de quatro anos antes. Essa Alemanha tinha Lothar Matthaus como a grande figura, ele que viria a jogar 5 mundiais e a disputar 25 jogos na grande competição, o alvo a abater no número de jogos em campeonatos do mundo.

Roger Milla e a dança dos Camarões

Se o mundial de Itália foi desprovido de emoção e foi o que teve menos tolos até agora, fruto de uma evolução muito calculista e defensiva do jogo, deixando de lado o futebol bonito, as jogadas individuais, as fintas, Roger Milla ganhou o coração do mundo, ao levar os Camarões aos quartos de final da competição.

O camaronês fez quatro golos, com 38 anos, e em todos eles foi dançar junto à bandeirola de canto. O festejo tornou-se mundialmente famoso, e contra todas as expectativas, toda a gente torceu pela seleção camaronesa, que fez história, ao tornar-se a primeira seleção africana a alcançar os quartos de final de um mundial.

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Francisco Amaral
Jornalista Estagiário do Jornal de Albergaria – Licenciado em Jornalismo e Comunicação pela Universidade de Coimbra. O gosto pela escrita e o bichinho pelo jornalismo desportivo trouxe-me até a Albergaria. Tento sempre ter um livro debaixo do braço e um filme na cabeça.
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