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Município levanta véu sobre programação natalícia

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A maior bola de Natal do país será a materialização do novo caminho que a autarquia pretende traçar para a época festiva. Entre críticas pela escolha estética do elemento e questões sobre o orçamento, foi dado o primeiro passo para a construção da Aldeia de Natal e para o novo elemento da marca identitária global do concelho.

A autorização da assunção do compromisso plurianual necessário para o Município avançar com a aquisição de uma bola de Natal gigante, dotada de iluminação interativa, foi aprovada na Assembleia Municipal de setembro. A peça ficará disposta na Alameda 5 de Outubro.

Henrique Caetano, vice-presidente e vereador da Cultura, explicou que a decisão partiu “da necessidade e vontade de fazer um investimento” na época natalícia do concelho.

O objeto foi escolhido pelo simbolismo do que pode representar uma esfera ou ponto, podendo ser visto como um ponto de encontro e união ou uma representação da centralidade geográfica de Albergaria no território nacional. Ou até mesmo a esfera de mobiliário de exterior da Fábrica Alba, como evocou o eleito pelo Chega, Pedro Correia.

Deste modo, como explicou o vereador, apesar de a manifestação física da estrutura estar apenas presente no espaço público durante a época festiva, o símbolo fará parte da identidade visual e da estratégia de comunicação do Município de Albergaria-a-Velha, estando presente em elementos como publicações digitais ou produtos oficiais da Câmara.

A escolha de uma bola para marco de Natal em Albergaria foi criticada pela oposição. Mónica Gameiro, membro eleita pela coligação PSD/IL, indicou que gostaria que o executivo tivesse optado por “algo verdadeiramente ligado à nossa identidade”, como o carro Alba ou o Torreão, exemplificou. Carlos Coelho, presidente da Câmara Municipal, contrapôs que as alternativas propostas não são alusivas à época natalícia.

Milhares de investimento

Mónica Gameiro referiu ainda o valor da estrutura – aluguer durante três anos, com 50 mil euros de encargo anual, 154 mil euros + IVA e uma opção de compra final por 4 mil euros. José Pedro, da mesma força política, questionou se a despesa não colocaria em causa outras prioridades, como atrair pessoas para o concelho de forma fixa e não apenas em momentos de festa.

Pedro Rebelo, eleito pelo partido do executivo, CDS-PP, indicou que o objeto deve ser visto como um investimento pela envolvência que contam que será gerada em torno da bola natalícia. Carlos Coelho acrescentou que as restantes ruas serão igualmente decoradas e que haverá envolvimento de comércio e associações nas celebrações. Henrique Caetano indicou que haverá também espaço para as crianças e a presença de pão, marca do concelho, bem como a dinamização de atividades na zona da estação ferroviária.

“Este investimento representa, assim, o início de um projeto que será desenvolvido e enriquecido progressivamente, com o objetivo de afirmar Albergaria-a-Velha como um destino de Natal com identidade própria e crescente reconhecimento regional e nacional”, acrescenta a nota partilhada pela autarquia no website municipal.

E as freguesias?

Miguel Sousa, presidente da Junta de Alquerubim e membro da Assembleia por inerência, questionou como ficará a programação natalícia das freguesias face a uma festividade que não têm capacidade financeira para igualar, lembrando que em 2024 foi a estreia do Mercadinho de Natal de Alquerubim.

Henrique Caetano respondeu que o resultado das festividades será fruto de um “trabalho conjunto” e que as freguesias contarão com a ajuda prevista no Regulamento de Apoio para preparar a própria época natalícia. No entanto, o vereador expressou o desejo de que as freguesias, por sua vez, também se juntem à celebração municipal. “Será muito mais engraçado e produtivo se comungarmos todos na mesma estratégia”, sintetizou.

“Esta ambição será construída com todo o Concelho, valorizando o contributo das freguesias, coletividades, instituições, comunidade escolar, comércio local e população. A futura Aldeia de Natal não pretende ser apenas um espaço físico ou um conjunto de elementos decorativos, mas uma celebração comum, construída e vivida pela comunidade”, reforça a nota partilhada pela autarquia.

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Beatriz Ribeiro
Beatriz Ribeiro
Formada em Jornalismo pela FCSH. Com gosto pela escrita e pesquisa de informação, vim de Almada para Albergaria para estar mais próxima das pessoas – a peça central do jornalismo. Amante de música e podcasts, agora aprendo a caminhar sem fones, em busca das vozes dos locais.
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