A passagem de dois anos sobre os incêndios que marcaram Albergaria-a-Velha foi assinalada na Assembleia Municipal, numa evocação de um episódio que deixou marcas profundas no território e na população.
Dois anos depois, os incêndios que assolaram o concelho em 2024 continuam a ser lembrados como um dos momentos mais trágicos da história recente de Albergaria-a-Velha, afetando todas as freguesias do território. O fogo levou quatro vidas, afetou mais de 60 habitações primárias e consumiu aproximadamente 8.800 hectares de floresta.
A Assembleia Municipal de setembro, que decorreu na noite passada, 16 de setembro, na Junta de Freguesia da Branca, lembrou a fatídica data com um minuto de silêncio “em memória das vítimas e em sinal de luto partilhado”, como disse António Loureiro, presidente do órgão de poder local.
“Neste momento de profunda dor, endereçamos a nossa solidariedade às famílias enlutadas e a toda a comunidade afetada. Deixamos também um sentido agradecimento aos Bombeiros e a todas as forças de socorro pelo seu esforço e dedicação na defesa do nosso território”, acrescentou o presidente.
Pedro Almeida, da coligação PSD/IL, acrescentou que o assinalar dos dois anos dos incêndios deve servir igualmente como lembrete e aprendizagem no caminho de tornar o concelho num território mais preparado para situações semelhantes, bem como honrar o compromisso de ajudar na reconstrução quem perdeu algo com o fogo.
“Esses dias mostraram-nos a força destruidora do fogo mas também a capacidade extraordinária de união e solidariedade dos albergarienses. Bombeiros, forças de segurança, Proteção Civil, Juntas de Freguesia, instituições, empresas, associações e cidadãos anónimos estiveram onde foi preciso estar. Houve quem abrisse portas, quem transportasse água, quem acolhesse pessoas e quem ajudasse simplesmente no que era preciso”, acrescentou o eleito pela coligação.
Sandra Marcelino, presidente da Junta de Freguesia da Branca, reforçou ambas as mensagens e lembrou o cenário vivido pelos elementos da Junta na altura, da qual fazia parte. “A esta hora andávamos todos na rua, a freguesia ardia em toda a sua extensão. Foi um dia de muito sofrimento e não o podemos esquecer. A freguesia foi devastada de forma drástica e ainda hoje são bem visíveis os efeitos daquele dia tão dramático”, descreveu.















