A nova tempestade deverá chegar nos próximos dias com uma primeira passagem pelas regiões a Sul do Tejo. Na região de Aveiro, com ou sem ‘Marta’, mantêm-se alertas do IPMA para vento forte e chuva intensa, pelo menos, até sábado, 7 de fevereiro.
Portugal continua a atravessar uma sequência de tempestades sem precedentes, e o “comboio de tempestades” não mostra sinais de abrandamento. Depois de Ingrid, Joseph, Kristin e Leonardo, é agora a vez de Marta, depressão atlântica que se aproxima de Portugal Continental, dando seguindo a períodos de chuva intensa, vento forte e agitação marítima.
A informação foi confirmada pelo presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), que revelou ter recebido do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) indicações sobre a aproximação desta nova tempestade. O dia em que chega a território nacional é ainda incerto, com algumas previsões a apontar para sábado (8) e outras a indicar terça-feira (10).
De acordo com o Expresso, a tempestade Marta afetará inicialmente mais as regiões a Sul do Tejo – onde a situação é já particularmente complexa devido ao volume de água proveniente de Espanha, que está a descarregar caudais elevados para os rios Tejo, Douro e Guadiana.
Na previsão dos meteorologistas, até sábado “mantém-se elevado o risco de cheias, inundações, deslizamentos de terras e derrocadas em vastas zonas da geografia continental, o que exigirá um comportamento adequado de prevenção e uma monitorização contínua das autoridades”.
Distrito mantém chuva e vento forte
Para o distrito de Aveiro, o IPMA mantém o alerta laranja para agitação marítima até às 12h de dia 8 de fevereiro, com “ondas de quadrante oeste com 5 a 7 metros de altura significativa, podendo atingir 12 a 13 metros de altura máxima”.
O alerta amarelo para precipitação mantém-se no distrito até às 15h de dia 7, com “chuva persistente e por vezes forte passando a aguaceiros”; e prevê-se ainda “vento forte de sudoeste com rajadas até 90 km/h, sendo até 110 km/h nas serras”, motivando um alerta amarelo que se estende também até às 15h de sábado.
Ao todo, desde a semana passada, já morreram 11 pessoas em Portugal devido ao mau tempo. O ministro da Economia estima que as despesas ultrapassem os 4 mil milhões de euros.
















