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V de Volta: Cobranças indevidas de depósito em restaurantes e cafés geram reclamações

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A SDR Portugal vai lançar uma campanha de esclarecimento dirigida a cerca de 30 mil restaurantes para evitar cobranças indevidas do depósito. A partir de 10 de agosto, deixa ainda de existir o período de adaptação, data a partir da qual todas as embalagens de plástico até três litros e latas de alumínio colocadas no mercado deverão ter o símbolo “V”.

Foto: DR

Os restaurantes e cafés não podem cobrar aos clientes o depósito de 10 cêntimos das embalagens abrangidas pelo sistema Volta quando as bebidas são consumidas no próprio estabelecimento e as embalagens aí permanecem.

O esclarecimento foi feito pela APA – Agência Portuguesa do Ambiente e pela DGAE – Direção-Geral das Atividades Económicas, na sequência de várias queixas de cobranças indevidas, noticia o Expresso.

Segundo o semanário, o depósito só deve ser cobrado quando a embalagem acompanha o consumidor, como acontece nas vendas em take-away, entregas ao domicílio ou cantinas. Nestes casos, também não existe obrigação de o estabelecimento receber posteriormente a embalagem de volta.

A AHRESP – Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal reforçou esta orientação junto dos associados, recordando que “não deverá haver lugar à cobrança do depósito quando a embalagem é aberta nas instalações, o produto é consumido no local e a embalagem é devolvida no próprio estabelecimento”.

Três meses de crescimento

Três meses após a entrada em vigor do sistema Volta, já foram devolvidas 55,5 milhões de embalagens, das quais 15 milhões apenas nos primeiros seis dias de julho. A SDR Portugal considera que a adesão dos consumidores está a acelerar, mas admite que a restauração continua a ser um dos setores que levanta mais dúvidas. Por esse motivo, está a preparar campanhas de esclarecimento dirigidas a cerca de 30 mil restaurantes do país.

Leonardo Mathias, chairman da SDR Portugal, citado pelo Expresso, considera que esta evolução é um sinal claro de “aceleração na adesão” ao sistema, afirmando que o crescimento “está a ser exponencial”.

Cada devolução reúne, em média, cerca de 15 garrafas ou latas. A maioria dos consumidores (74%) opta pelo reembolso através de vouchers, com validade de um ano, enquanto 20% escolhe o crédito no cartão de fidelização do supermercado. O reembolso em numerário representa apenas 5% do total e os donativos correspondem a 2%.

A rede de recolha, iniciada a 10 de abril, conta atualmente com mais de 2.500 pontos Volta em todo o país e deverá atingir os 3.000 até 10 de agosto. Até ao final do ano, o objetivo é recolher para reciclagem 40% das embalagens abrangidas pelo sistema.

A fase de adaptação do mercado decorre até 9 de agosto, período durante o qual ainda podem ser comercializadas embalagens sem o símbolo Volta. A partir de 10 de agosto, “não deverá haver no mercado nenhuma embalagem de plástico até três litros ou lata de alumínio sem o símbolo Volta”, sublinha Leonardo Mathias.

Fonte: Expresso

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