Concertos, brinquedos tradicionais de madeira, desporto em pranchas e kayaks, um passeio de pasteleiras, o mar contado por quem o viveu, oficinas gastronómicas e, claro, bacalhau, compõe a programação dos cinco dias do Festival do Bacalhau, com atividades para toda a família.
O Jardim Oudinot, na Gafanha da Nazaré, em Ílhavo, de 9 a 13 de agosto, transforma-se em palco de música, brinquedos tradicionais de madeira, desporto em pranchas e kayaks, memórias de quem muitos anos viveu do mar, oficinas gastronómicas, concertos e muito bacalhau.
O Festival do Bacalhau, organizado pelo Município de Ílhavo, espalha-se pela cidade, com programação para toda a família – no Forte das Brincadeiras, os pais e crianças encontram aulas para aprender enquanto se faz e os famosos e artesanais Jogos do Hélder; no Navio-Museu Santo André, antigos tripulantes convidam os visitantes para aventuras em alto-mar, no Pavilhão Âncora navega-se pelo artesanato, num certame onde todos os caminhos vão dar às “tasquinhas do bacalhau”.
O grupo de teatro de rua Por Boca de Cão leva animação cultural ao Jardim – nos dias 10 e 11, das 14h-18h, com Bicimariofone, uma “estranha e velha bicicleta, cheia de utensílios” que leva o público “numa grande viagem sonora e intemporal”, como descreve a organização; e nos dias 12 e 13, à mesma hora, levam aos ares Céu Salgado, um convite para “olhar o céu para ver o mar”, onde se agitam as ruínas de uma embarcação, que “nos relembram a urgência de (n)os salvar”, escrevem.
No campo de desporto de lazer destacam-se a Corrida mais Louca da Ria, um desfile de embarcações construídas e enfeitadas pelas Associações e grupos locais, no dia 12, às 15h; e a Volta ao Cais em Pasteleira, com partida do Cais dos Bacalhoeiros, no domingo, dia 13, às 18h.
Já a bordo do Navio-Museu Santo André viaja-se nas ondas do tempo, com a Cabine da Memória a recolher vivências dos antigos tripulantes de navios da pesca do bacalhau, mulheres das secas do bacalhau e antigos trabalhadores dos armazéns e estaleiros; no mesmo sentido são organizadas visitas especiais ao Museu, conduzidas pelas mãos que seguraram o leme e pescaram das águas salgadas.
Também a música se serve todas as noites – com José Malhoa a abrir o Festival, Anjos no segundo dia, David Carreira a 11 de agosto, Agir a 12 e Sara Correia a fechar o palco, no último dia de festa. Todos os concertos começam às 22h, no Palco Estibordo. Numa onda mais alternativa, aproveite o Palco Bombordo sempre às 23h30, para ver e ouvir a banda familiar Latin 5 (dia 9), o pop acústico de Larissa Goretkin (dia 10), os amantes de rock Tio d’América (dia 11), as reinterpretações de grandes hits por Olivia Palito (dia 12) e a energia intimista dos Maria Café, a fechar o certame.
A programação completa está disponível aqui.
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