- Publicidade -
2.1 C
Albergaria-a-Velha
InícioDesportoCaderneta de Cromos #15 | Três foi a conta que Deus fez

Caderneta de Cromos #15 | Três foi a conta que Deus fez

- Publicidade -

Segundo dia de oitavos de final e, infelizmente, não houve nenhuma surpresa. Os favoritos voltaram a vencer, desta vez de forma mais convincente. Desenha-se uma fase final de jogos e emoções fortes.

E tudo Mbappé levou

A campeã França iniciou a defesa do troféu nesta fase a eliminar com um triunfo convincente sobre a Polónia. Apesar da boa primeira parte polaca, em que finalmente se viu o talento de vários jogadores que não Lewandowski, Lloris fez defesas importantes que ajudaram a França a levar a Polónia de vencido.

Mbappé deu a marcar a Giroud, para este se tornar o melhor marcador da seleção francesa, ultrapassando Thiery Henry, e o próprio avançado do PSG marcou por mais duas vezes. Ao intervalo já o resultado estava praticamente decidido, com 2-0.

A segunda parte foi comandada pelos franceses que deram uma demonstração de força e provaram que têm o que é preciso para revalidarem o título mundial. Na compensação, Mbappé selou a vitória com 3-0, mas Lewandowki ainda iria picar o ponto no golo de honra da Polónia, mesmo em cima do apito final.

Ingleses à solta

A meia-final de 2018 e a final do Euro 2020 não foram meros acasos para esta seleção inglesa. Assentada numa excelente geração de jogadores, em todos os setores do campo, o trabalho de Gareth Southgate tem feito umas últimas fases finais de competições internacionais de bom nível. Este ano tem juntado isso a boas exibições.

Ainda que na fase de grupos a equipa tenha “dormido” um pouco à sombra da goleada infringida ao Irão logo na ronda inaugural, a Inglaterra trouxe qualidade para o jogo desta noite contra o Senegal.

Os primeiros minutos foram muito amarrados, no entanto. Quase a passo, a equipa britânica não conseguia furar nem ferir a equipa adversária, que primeiramente estava mais interessada em fechar as portas lá atrás, para só depois tentar abrir os portões na frente.

Mas se coletivamente a coisa não estava a fluir tão bem, a Inglaterra também tem talentos individuais que podem abrir o livro. Assim foi, Henderson pediu a Bellingham que lhe deu a bola redondinha para o médio do Liverpool inaugurar o marcador. O mais difícil estava feito, marcar o primeiro golo. Ainda antes do intervalo a Inglaterra iria chegar ao segundo, e tornava tudo mais fácil para resolver esta eliminatória.

Harry Kane ainda picou o ponto, ao apontar o terceiro dos ingleses no decorrer da segunda parte e o primeiro da conta pessoal neste mundial. Bem a tempo das fases “a doer” da competição.

Era uma vez… o Mundial | O ‘soccer’ e os ‘underdogs’

Depois da monotonia do Itália’90, os Estados Unidos da América receberam o mundial em 1994. Contra todas as expectativas, foi um mundial que ficou para a história como um dos mais emocionantes e imprevisíveis.

Organizar um campeonato do mundo de futebol em países que não têm grande cultura em relação a esse desporto não é novidade, visto que o mundial de 2022 acontece no Qatar. Não só foi o EUA’94 foi cheio de mudanças, como é, até ver, o recordista de assistências nos estádios: tudo isto num país sem a cultura futebolística, mas com o marketing e os números para fazer acontecer.

A FIFA implementou a vitória a valer três pontos, para combater a monotonia que se passou no mundial em 1990, na Itália. Apesar da final ser disputada entre dois ‘pesos pesados’ da história da competição, foram os ‘underdogs’, nomeadamente a Suécia, a Bulgária e a Roménia que estiveram nos corações de milhões de adeptos que assistiram ‘in loco’ o mundial da América.

Não só a Suécia e a Bulgária chegaram às meias-finais, contra todas as expectativas, como as suas gerações de ouro fizeram sonhar mais alto, antevendo uma final totalmente imprevisível e digna de um conto de fadas. Contudo, essa final inédita não chegou a acontecer, e foram o Brasil e a Itália quem se chegaram à frente, para disputar a primeira final decidida nas grandes penalidades. Aí, ninguém se lembra da vitória do Brasil, que foi carregado às costas por Romário durante todo o torneio, mas sim do penalti falhado por Roberto Baggio, o mago da equipa italiana e vencedor da bola de ouro, na altura do mundial. O Brasil que se distanciaria então dos italianos e alemães, ao alcançar o tão esperado tetra, o primeiro título mundial sem Pelé.

Para a história ficou também o jogo entre a Rússia e Camarões, na fase de grupos. Um simples jogo, entre duas equipas que até já estavam eliminadas da competição. A Rússia goleou por 6-1, com cinco golos de Salenko, que mantém o recorde de único jogador a fazer cinco golos num só jogo da competição. Esse jogo valeu-lhe também ser o melhor marcador da competição a par do búlgaro Stoichkov. Do lado camaronês, Roger Milla, figura do mundial de 1990, fez o golo mais velho de sempre, aos 42 anos de idade.

Pelo meio fica ainda a história trágica de Andrés Escobar. A Colômbia não passou da primeira fase e, dez dias depois de regressar ao país, Andrés Escobar, uma das jovens promessas da seleção colombiana, foi assassinado à porta de um bar. Ainda há muita especulação em torno do assassinato, mas julga-se que terá tido a ver com apostas perdidas devido à eliminação precoce da Colômbia.

- Publicidade -
Francisco Amaral
Jornalista Estagiário do Jornal de Albergaria – Licenciado em Jornalismo e Comunicação pela Universidade de Coimbra. O gosto pela escrita e o bichinho pelo jornalismo desportivo trouxe-me até a Albergaria. Tento sempre ter um livro debaixo do braço e um filme na cabeça.
- EDIÇÃO IMPRESSA -

CONECTE-SE

20,928GostosGostar
2,932SeguidoresSeguir

EM DESTAQUE

- Publicidade -

PUBLICAÇÕES RELACIONADAS

- Publicidade -
error: Conteúdo protegido!