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Críticas e elogios da oposição fecham ciclo de Assembleias em S. J. de Loure e Frossos

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Num balanço dos últimos quatro anos, foram lembrados, pela voz da oposição, temas como os caminhos do campo, a desagregação de freguesias, o inventário da Junta e os passeios da ponte de São João de Loure. Apesar do que ficou por fazer, o PSD louvou o executivo pelo “trabalho realizado e tempo despendido, um agradecimento merecido a todos os que se dedicam à causa pública”.

A última Assembleia de Freguesia de São João de Loure e Frossos antes das eleições autárquicas decorreu na noite passada, 12 de setembro, com elementos da oposição a expressar gratidão e críticas aos últimos quatro anos de executivo CDS-PP.

Paulo Branco, eleito pelo PSD, começou por elogiar a reparação da Fonte de Loure por acrescentar “beleza ao espaço público e valorizar a entidade e memória do lugar”. O louvor foi igualmente feito por Vera Almeida, do mesmo partido, que lhe chamou “talvez a obra com mais sentimento e a mais bonita” do mandato.

No entanto, Vera Almeida apontou não achar correta a utilização das redes sociais da Junta de Freguesia para partilhar obra feita pelo executivo como forma de propaganda política. “O website e rede social da freguesia servem para que os fregueses tenham acesso a informação sobre atividades a realizar, alertas de perigos, avisos acerca de serviço da freguesia… enfim, informação de utilidade pública e não publicidade às obras do executivo. Não é necessário divulgar o que está à vista de todos, muito menos quando já é conhecida a candidatura deste executivo e em vésperas de campanha eleitoral”, defendeu Vera Almeida.

Ana Maria Bastos, presidente da Junta de Freguesia e recandidata ao cargo, afirmou respeitar a opinião, mas advogou que “nada impede o executivo de publicar o ‘antes e depois’ dos locais – é uma comparação que apenas mostra a realidade”, contrapôs.

Vera Almeida lamentou que os últimos quatro anos não tivessem sido tão benéficos para a freguesia como seria de esperar considerando, segundo valores apresentados pela própria, os 27 mil euros deixados pelo anterior executivo e os 35 mil euros transferidos pela Câmara Municipal.

Para além da “boa almofada que tinham para começar a trabalhar”, a eleita pelo PSD referiu ainda o facto de a Junta “ser da mesma cor que a Câmara, pelo que lhe foi pedido que desse um murro na mesa para exigir para a freguesia o que esta não teve nos anos anteriores”, empreitadas que foram sendo adiadas por “atrasos nos orçamentos, processos alterados nas obras, não adesão a concursos públicos, não cedência de terrenos de particulares, condições climatéricas”, listou.

Desagregação em espera

Vera Almeida lembrou o processo de desagregação da freguesia de São João de Loure e Frossos, votado favoravelmente por unanimidade. A eleita criticou a realização da sessão extraordinária para a tomada de decisão para o último dia que permitia a desagregação através do  “procedimento especial, simplificado e transitório” [Lei n.º 39/2021], tendo a separação de ser feita pelo regime geral. “Porquê pelo regime geral? Quase 18 meses depois, ainda não temos resposta”, referiu Vera Almeida.

Ana Maria Bastos assegurou que a Junta de Freguesia “sempre enviou toda a documentação pedida para dar seguimento ao processo de desagregação” e indicou que, neste momento, o tema “é com a Assembleia da República”. Vera Almeida apontou igualmente ter considerado desnecessário o estudo de opinião “que custou 3 mil euros” para conhecer a posição da população sobre a desagregação. “Já todos sabíamos qual era o desejo da população, dos frossenses: eles pretendiam desagregar-se”, defendeu a deputada do PSD.

Tema comum em sessões anteriores, o estado dos caminhos do campo voltou ao plenário. Os troços utilizados por quem trabalha a terra “paralelos ao rio Vouga”, como explicou Ana Maria, já começaram a ser reparados e o caminho do Pinheiro será intervencionado “para a semana”.

Em relação a outras intervenções pontuais, trazidas a Assembleia por Paulo Branco, Ana Maria respondeu que: a Rua da Carvalhinha “terá de ir a concurso público por ser muito dispendiosa”, o muro do Pinheiro “está sinalizado pela Proteção Civil, continua a ser uma preocupação apesar de não ser da competência da Junta”; e a empreitada do muro dos Casais está por finalizar “porque os vizinhos não se entendem, ao ponto de o empreiteiro ter indicado à Câmara Municipal que só continuava a obra quando a questão fosse resolvida”, relatou a presidente.

13 mil euros para melhorar Junta

No campo do que será deixado para o próximo executivo, Vera Almeida listou o inventário da Junta – “que não está resolvido” – e a construção de passeios na ponte que liga a freguesia ao concelho de Aveiro. “Percebem, finalmente, que há coisas difíceis de resolver mesmo quando a cor política da Junta coincide com a da Câmara”, afirmou Vera Almeida, reforçando a longevidade de ambas as problemáticas.

Ana Maria assegurou que os passeios na ponte não estão esquecidos. A presidente detalhou que o tema tem sido discutido junto da CIRA – Comunidade Intermunicipal de Aveiro e que foi enviado um e-mail à I.P. – Infraestruturas de Portugal no qual “disseram que iam analisar muito bem e responder”, nas palavras de Ana Maria. “Não desistimos. Questionámos como é que se pode promover o uso de transportes públicos se o acesso aos mesmos não existe. Ficamos a aguardar resposta”, informou a presidente da Junta.

Após o balanço crítico dos últimos quatro anos, Vera Almeida deu os parabéns ao executivo pelo “trabalho realizado e tempo despendido, um agradecimento merecido a todos os que se dedicam à causa pública”, afirmou. Aos candidatos e recandidatos na corrida para as autárquicas, marcadas para dia 12 de outubro, Vera Almeida deseja que façam um percurso “sério, honesto, sem promessas e apenas com compromissos com as pessoas e com as suas necessidades”.

Também em tom de agradecimento, Paula Sequeira, em substituição de Henrique Silva (CDS-PP), interveio para expressar agrado “por terem sido assegurados os serviços normais da Junta [de São João de Loure], dentro dos possíveis da contenção financeira”, por se ter “resolvido a curva do Pintassilgo” e pela criação do pavilhão para guardar maquinaria da Junta “que, apesar de não ser o espaço ou localização ideal, era urgente” para a não deterioração dos materiais.

Sobre o estado do referido edifício da Junta, ainda em obras na zona envolvente, Ana Maria avançou que foi conseguido apoio de uma candidatura ao PIEP – Programa de Intervenções em Edifícios Públicos no âmbito do PRR – Plano de Recuperação e Resiliência, no valor de 13 mil euros. A verba servirá para dotar a Junta de melhores acessibilidades, de uma WC para pessoas com mobilidade reduzida e para reabilitar o gabinete de atendimento, tornando-o mais agradável no geral e com acessibilidade assegurada para todos.

Gratidão e aprendizagem

No espaço reservado á intervenção do público, uma munícipe, “em nome da população sénior do Pinheiro”, pediu um banco de rua “para o convívio” no lugar; bem como a remoção dos obstáculos à mobilidade na Rua do Barbeiro.

Ana Maria assegurou a colocação do banco, existindo material para tal, e afirmou que a referida rua será reparada pela Câmara “para a semana”. Os obstáculos, detalhou a presidente, foram colocados para afunilamento da estrada, com a intenção de forçar os veículos a reduzir a velocidade.

A ação foi feita após os pedidos de um morador, negados pela Junta de Freguesia e Câmara Municipal, para colocação de lombas e/ou corte de trânsito na rua, considerados desnecessários por o troço ser já de sentido único. “Não sei exatamente qual será a intervenção feita pela Câmara na estrada, mas sei que vão tirar os obstáculos que, para além de não serem bonitos, não são exequíveis naquela zona”, acrescentou a presidente.

Em tom de despedida, por fim, tomou a palavra Raquel Escada, presidente da Assembleia de Freguesia, para expressar “gratidão” pelos anos de “aprendizagem, respeito e dedicação”, recheados de “colaboração construtiva, debates e críticas”, nas palavras da própria.

Raquel Escada deixou um agradecimento especial ao público que foi fazendo parte das sessões, permitindo uma melhor e mais próxima governação. “A vossa voz é importante para a nossa ação”, reforçou. Para finalizar, comprometeu-se a “continuar a ser uma cidadã ativa e empenhada”.

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Beatriz Ribeiro
Beatriz Ribeiro
Formada em Jornalismo pela FCSH. Com gosto pela escrita e pesquisa de informação, vim de Almada para Albergaria para estar mais próxima das pessoas – a peça central do jornalismo. Amante de música e podcasts, agora aprendo a caminhar sem fones, em busca das vozes dos locais.
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