Cirurgias e consultas adiadas em todo o país, transportes públicos parados, fábricas sem trabalhadores, a Agência Lusa sem notícias, recolhas de lixo em pausa, balcões de bancos fechados e voos cancelados são alguns dos impactos que se fazem sentir um pouco por todo o país, com maior impacto no Porto e em Lisboa.
A greve geral desta quinta-feira contra o anteprojeto do Governo para a reforma da legislação laboral é a primeira paralisação a juntar as duas centrais sindicais, CGTP e UGT, desde junho de 2013, altura em que Portugal estava sob intervenção da troika.
A Federação Nacional dos Médicos (FNAM) avançou que hospitais e centros de saúde estão a funcionar “apenas com serviços mínimos”. Joana Bordalo e Sá, presidente da FNAM, revelou que tal tem reflexo direto nos utentes, “com a não realização de consultas e de cirurgias programadas” para todo o dia de hoje de greve geral.
No Aeroporto de Lisboa já foram cancelados mais de 60 voos. O banco BCP requereu a realização de serviços mínimos para a greve geral desta quinta-feira e até houve uma reunião de última hora, mas o Sindicato Nacional dos Quadros e Técnicos Bancários (SNQTB) rejeitou a pretensão. Desde a meia-noite que a agência Lusa não tem notícias.
A CGTP divulgou o primeiro balanço sobre a greve geral, mencionando uma “adesão massiva” até às 5.30 horas. A sindical fala numa “adesão histórica”. Dezenas de serviços de recolha do lixo estão encerrados, nomeadamente os das câmaras municipais de Viana do Castelo, Lisboa, Moita, Palmela, Setúbal, Amadora e Évora.
Nos transportes, há várias perturbações. O serviço da CP – Caminhos de Ferro do Porto está encerrado e, em Lisboa, ainda não chegou nenhum comboio na estação de Santa Apolónia. A adesão também é de 100% nos Transportes Coletivos do Barreiro, nas oficinas da Carris e no Metropolitano de Lisboa.
No que toca à Saúde, a adesão à greve é de 100% na Maternidade Alfredo da Costa e no serviço de urgência da ULS São José. Vários serviços nos hospitais de Loures, Elvas e Portalegre estão encerrados. Relativamente a empresas, a Autoeuropa está parada e, na Bimbo, a adesão é de 100%.
Fonte: Jornal de Notícias
















