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Caderneta de Cromos #18 | A epopeia portuguesa e a cabeçada mais famosa do mundo

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Hoje não há mundial do Qatar. Os oitavos de final terminaram e os jogos dos quartos de final retomam apenas na sexta-feira. Mas nem por isso esta Caderneta faz pausa. Ainda na caminhada pelos mundiais da história, revisitamos hoje o mundial de 2006, na Alemanha.

Era uma vez… o Mundial | Itália chega ao tetra no adeus de Zidane

O Mundial 2006 está recheado de histórias. Foi a segunda melhor campanha mundial de Portugal, que quase chegou ao topo na europa dois anos antes em casa. A Itália voltou a vencer a ser a segunda seleção a atingir os quatro títulos mundiais. Pelo meio houve grandes jogos… e batalhas históricas.

O Alemanha 2006 vai ficar para sempre na memória dos portugueses. Sob a alçada de Scolari, já sem a batuta de Rui Costa nem a segurança de Fernando Couto e com a última dança de Luís Figo, Portugal apurou-se tranquilamente para o seu segundo mundial consecutivo e o terceiro na sua história. Seis vitórias, três empates e nenhuma derrota é o saldo que a seleção das quinas apresentou no cartão de visitas para o país germânico.

Aí estrearam-se oito seleções: Angola, Trinidade e Tobago, Gana, Costa do Marfim, Togo, Ucrânia, República Checa e Sérvia e Montenegro, que participaram juntos pela primeira e única vez.

Portugal fez uma caminhada imaculada na fase de grupos. Três jogos, três vitórias, diante de Angola, Irão e México. Nos oitavos de final seguiu-se os Países Baixos naquele jogo que é ainda hoje lembrado como a Batalha de Nuremberga. No meio de tanto caos e confusão, Maniche conseguiu romper a defensiva neerlandesa e dar o apuramento de Portugal para os quartos de final. Nessa ronda, o adversário era conhecido: a Inglaterra. A mesma Inglaterra dos quartos de final do Euro 2004. O jogo foi, novamente, épico, o resultado foi o mesmo, os protagonistas também se repetiram. Depois de um nulo nos noventa minutos e no final do prolongamento, Ricardo foi novamente herói. Desta vez com luvas, defendeu três penaltis e permitiu a Cristiano Ronaldo, que se estreava em mundiais, carimbar a passagem às meias. Nas meias-finais, o filme voltou a repetir-se contra a França. A mesma França que nos tirou da final do Euro 2000, e em 1984. A besta negra que só em 2016 conseguimos passar. Zidane acabou com o sonho luso com um penalti, e levou a França novamente à final de um mundial, oito anos depois.

A final famosa… pelas piores razões

O Itália x França foi um jogo intenso. Jogadas brilhantes, duelos fantásticos, jogadores que deram tudo de si. Aos sete minutos, o mesmo Zidane, colocou a França em vantagem através de penalti. Pouco tempo depois, de canto, Materazzi igualou o marcador.

Quis o destino que estes dois fizessem os golos das respetivas equipas na final, pois os protagonistas de um dos mais tristes episódios da história dos mundiais eram esses mesmos jogadores.

Aos 110 minutos, após uma calorosa troca de palavras, Zidane e Materazzi estavam a sair da grande área italiana após um canto. O atacante francês vira-se para o italiano e desfere-lhe uma cabeçada no meio do peito. O árbitro da partida nem viu o lance e foi informado pelo assistente que tinha visto o que sucedera. Após breve comunicação, Horacio Elizondo mostra o cartão vermelho a Zinedine Zidane. O jogador francês que tinha anunciado que o mundial 2006 seria a sua última competição da carreira, sairia de forma inglória, movido pelo calor do momento. A imagem marcante dessa final não é Fabio Canavarro a agarrar a taça, mas sim a de Zidane a sair de campo cabisbaixo e sozinho a passar ao lado do troféu. A Itália viria a vencer o mundial através da marcação de grandes penalidades. A Itália que atingia o quarto título mundial e ameaçava a hegemonia brasileira. A Itália que atingiu a glória, mais uma vez sem mostrar grande brilho: eliminou a Austrália, a Ucrânia, a Alemanha e, por fim, a França.

A batalha de Nuremberga

Decorria o minuto 2 do jogo entre Portugal e Países Baixos quando van Bommel leva o primeiro cartão amarelo. Era o primeiro de 16 cartões, o jogo com mais cartões na história dos mundiais.

Tinha tudo para ser um grande jogo de futebol, mas foi tudo menos isso. Foi um jogo de proporções épicas, pelas piores razões. Depois de van Bommel viram a cartolina amarela Boulahrouz, Maniche, Costinha, por duas vezes na primeira parte, Petit, van Bronckhorst, Figo, Boulahrouz pela segunda vez, Sneijder, van der Vaart, Ricardo, Nuno Valente, Deco, também por duas vezes e van Bronckhorst também pela segunda vez. Foram 16 cartões amarelos e quatro vermelhos num espaço de 90 minutos.

Pelo meio, num dos poucos lances de futebol jogado, Maniche irrompeu pela área neerlandesa e disparou para o fundo das redes.

O jogador que levou três cartões amarelos… no mesmo jogo

Decorria o Croácia x Austrália na última jornada da fase de grupos, quando um dos episódios mais insólitos da história dos mundiais de futebol aconteceu.

Simunic, defesa croata, viu não uma, não duas, mas três cartões amarelos durante o jogo. A primeira aos 61 minutos. Aos 90, fez nova falta e o árbitro deu-lhe mais um cartão, mas não terá apontado bem, pelo que o jogador limitou-se a afastar-se de mansinho e a retomar o seu lugar na defesa. No apito final, que deu o apuramento australiano depois do empate a 2, Simunic foi reclamar com o árbitro que lhe mostrou novo cartão amarelo e só aí o respetivo vermelho.

Um episódio bastante caricato que acabou por não ter graves consequências, pois a Austrália apurou-se na mesma para a fase seguinte, mas o árbitro Graham Poll não voltou a apitar no Alemanha 2006.

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Francisco Amaral
Jornalista Estagiário do Jornal de Albergaria – Licenciado em Jornalismo e Comunicação pela Universidade de Coimbra. O gosto pela escrita e o bichinho pelo jornalismo desportivo trouxe-me até a Albergaria. Tento sempre ter um livro debaixo do braço e um filme na cabeça.
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