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Residência Montepio de Albergaria abre-se à comunidade no Dia do Idoso

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O Dia do Idoso, que hoje se assinala internacionalmente, foi comemorado pela Residência Montepio de Albergaria, com um programa festivo a aberto à comunidade. Coube a Paulo Alberto, diretor da instituição, dar as boas-vindas a todos os presentes e falar sobre o percurso desta unidade que abriu há dois anos e meio, em plena pandemia, e que, até à data, cuidou 1500 pessoas. O responsável realçou o apoio dado pelas entidades locais de Albergaria, entre as quais a Autarquia e os Bombeiros, que “ajudaram a tornar este sonho possível e continuam de coração aberto para nos apoiarem”.

Lídia Tente, diretora clínica, tocou a sensibilidade dos presentes com um discurso dirigido, sobretudo, aos familiares dos utentes e aos cuidadores, em que salientou “o tempo de doar o nosso tempo”, como valor fundamental, sendo importante “o tempo de mudar a fralda”, mas também, imprescindível, o tempo de abraçar ou beijar.

O programa comemorativo contou com a leitura dos Direitos da Pessoa Idosa, adotados por resolução da Assembleia Geral das Nações Unidas, de 16 de dezembro de 1991. Os próprios utentes exibiram cartazes onde se liam alguns desses direitos, como “Independência”, “Participação”, “Assistência”, “Autorrealização”. Seguiu-se um animado momento musical, em que o tema “We Will Rock You”,dos Queen, serviu de inspiração para o grupo de percussão e guitarra “Pernetas e Marretas Rock”.

Os presentes foram convidados a participar no rastreio cardiovascular, bem como no circuito de treino motor e na demonstração de atividade e serviços.

Em declarações ao Jornal de Albergaria, Paulo Alberto lembrou o “desafiante” trabalho de adaptação de um edifício já existente para servir esta instituição.  “Foi a primeira vez que as Residências Montepio adaptaram um edifício à sua realidade. Abrimos, primeiro, a Unidade de Cuidados Continuados (UCC), com 90 camas, que é a maior UCC do distrito de Aveiro”.  

O piso superior que estava para ser privado, acabou por acudir à emergência nacional ditada pela pandemia. “Não virámos as costas ao problema e fizemos um acordo com a ARS Centro, para uma resposta de retaguarda de doentes pós-agudos de Covid. Estivemos a apoiar os hospitais de Aveiro, Coimbra e Viseu. Disponibilizamos 30 camas naquele período em que os riscos e o medo eram prementes”, recordou.

Posteriormente, “face à relação simpática que se criou, fizemos um acordo com o Centro Hospitalar da Universidade de Coimbra”, para 20 camas contratualizadas com o HUC, destinadas a doentes pós-agudos. “Os clientes têm alta e são encaminhados para os nossos cuidados continuados”. Aqui, são tratados utentes de várias patologias e uma faixa etária alargada – entre os 38 e os 101 anos – por uma equipa de 120 profissionais, entre médicos de várias especialidades (medicina interna, cirurgia, medicina geral e familiar, medicina física e reabilitação), enfermeiros, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, terapeuta da fala, animadoras socioculturais, entre outros técnicos.

Atualmente, afastado o período crítico da pandemia, estão criadas as condições para uma maior abertura à população, segundo Paulo Alberto. “Queremos dar-nos a conhecer de uma forma gradual, apostando no diálogo e mudando o paradigma da forma como, muitas das vezes, em saúde, nos dispomos ao outro”. O diretor defende que o que as pessoas mais querem é “um coração que as ouça e uns braços que as acolha”. E isso, conclui, “é um caminho inacabado, que se renova diariamente em cada gesto, em cada ação e na responsabilidade que temos de cuidar”.

Redigido por Sofia Meneses

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Sofia Meneses
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