E se o seu próximo destino não tivesse uma época certa? É essa a ideia que a Turismo Centro de Portugal quer pôr na estrada, com duas novas apostas que convidam a descobrir a região para lá dos meses de verão. Apresentadas na Nazaré, a campanha “Centro de Portugal. Desapareça um Bocadinho” e a série digital “100 Destino no Centro de Portugal” querem mostrar que ainda há muito território para conhecer quando a época alta chega ao fim.
Uma praia no inverno, uma caminhada pela serra, uma mesa cheia de sabores da região ou uma aldeia que ainda não estava no roteiro. A Turismo Centro de Portugal quer que estas sejam razões suficientes para pegar no carro e partir à descoberta, mesmo fora dos meses de maior procura.
No dia de ontem, 21 de setembro, na Nazaré, a entidade apresentou duas novas apostas para promover a região durante todo o ano: a campanha “Centro de Portugal. Desapareça um Bocadinho” e a série digital “100 Destino no Centro de Portugal”.
Os projetos foram apresentados no Forte de São Miguel Arcanjo, durante o “Até Já, Verão – Sunset Turismo Centro de Portugal”, que reuniu comunicação social, parceiros e convidados. A iniciativa contou com a presença de Rui Ventura, presidente da Turismo Centro de Portugal, Fátima Lourenço, vereadora da Câmara Municipal da Nazaré, e Lídia Monteiro, vogal do conselho diretivo do Turismo de Portugal.
“Desapareça um Bocadinho”
A campanha “Desapareça um Bocadinho”, além de mostrar o território, mostra aquilo que ele faz sentir a quem o visita. Produzida pela Lobby Films and Advertising, reúne 17 pequenos filmes com experiências ligadas à natureza, património, cultura, gastronomia, vinhos, turismo ativo, náutica e espiritualidade.
A campanha foge também à habitual imagem do verão. A praia aparece no inverno, a Serra da Estrela surge coberta de neve e as florestas ganham destaque no outono. A intenção é mostrar que há diferentes formas de viver o Centro de Portugal ao longo do ano e que a região não depende apenas dos meses de maior procura turística.
“Continuamos, obviamente, a mostrar as nossas paisagens, o património, a gastronomia, o mar e a montanha. Mas queremos mostrar, sobretudo, aquilo que esses lugares fazem sentir a quem nos visita”, explicou Rui Ventura. O presidente da Turismo Centro de Portugal deixou também uma mensagem clara: “o verão termina, o Centro de Portugal não termina”.
A campanha terá presença em televisão, redes sociais e publicidade exterior, procurando chegar a diferentes públicos e apresentar experiências que podem ser vividas em vários momentos do ano.
“100 Destino”
O segundo projeto leva os 100 concelhos do centro para o digital. “100 Destino no Centro de Portugal” vai percorrer os 100 municípios abrangidos pela Turismo Centro de Portugal, numa viagem que deverá prolongar-se por cerca de dois anos. Miguel Mendes Pedro e Mariana Moreno, um jovem casal apaixonado pela região, são os protagonistas da série e vão mostrar, em cada município, os lugares e experiências que mais os marcaram.
A proposta parte de uma pergunta: e se uma viagem não tivesse um destino, mas 100? A resposta será construída episódio a episódio, com uma linguagem pensada para as redes sociais e para o público mais jovem que procura neste meio inspiração para escolher os próximos lugares a visitar.
Depois de uma antestreia em junho, no Fórum de Turismo Interno “Vê Portugal”, em Viseu, a série arranca agora com divulgação regular e com os episódios de Viseu e Tomar disponíveis. Nos primeiros dois meses serão publicados dois episódios por semana, às terças e sextas-feiras. Depois, haverá um novo episódio semanal nas plataformas da Turismo Centro de Portugal.
A viagem pode continuar depois do vídeo. O projeto inclui uma Web App/Passaporte 100 Destino, onde os utilizadores podem registar os locais visitados, desbloquear selos digitais e acompanhar o próprio percurso pela região.
“Há uma ideia para nós que é fundamental: o digital não deve substituir. Aliás, o digital deve criar a vontade para as pessoas viajarem no território”, sublinhou Rui Ventura.
A aposta nos 100 municípios procura também levar visitantes para além dos destinos mais conhecidos. “A Nazaré, por exemplo, pode funcionar como porta de entrada para outras zonas do Centro de Portugal, permitindo que quem chega atraído por um destino de grande notoriedade descubra depois outros territórios”, explicou Jorge Rodrigues ao Jornal de Albergaria, diretor de produção na apresentação do projeto.
“Queremos mais turistas, obviamente, mas queremos sobretudo mais valor: mais valor distribuído ao longo de todo o ano e mais valor distribuído por todo o nosso território”, afirmou o presidente da Turismo Centro de Portugal. A intenção passa, assim, por aumentar a procura, mas também por fazer com que esta chegue a mais municípios e se prolongue por mais meses.
A apresentação aconteceu na Nazaré depois de uma primeira metade de 2026 particularmente difícil para vários territórios da região, afetados pelas tempestades e inundações do inverno. Além dos danos provocados nas populações, empresas e infraestruturas, estes acontecimentos tiveram também impacto na atividade turística.
A Turismo Centro de Portugal aproveitou, por isso, a ocasião para deixar um convite aos portugueses para regressarem ao centro. A ideia é recuperar a confiança, mas também recordar que o Centro de Portugal continua a ter motivos para ser descoberto fora da época alta.
As duas iniciativas juntam-se a outros projetos em curso, como “A Caminho das Estrelas”, que aposta na gastronomia para dar a conhecer as oito sub-regiões do Centro de Portugal, e o MOVE Centro Portugal – The Sports Region, dedicado ao turismo ativo e desportivo.

































