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Caderneta de Cromos #6 | Monotonia e uma eliminação

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Foto: DR


Ao sexto dia de mundial, a primeira eliminação. Curiosamente, a anfitriã foi a primeira seleção eliminada da competição. Pelo menos se o governo Catari não decidir mudar as regras… outra vez.

Príncipes da Pérsia vencem na ponta final

O primeiro jogo da segunda jornada da fase de grupos jogou-se hoje e já houve alterações nas classificações. No grupo B, o Irão precisava de pontuar para se manter na luta pela qualificação para a fase seguinte, enquanto o País de Gales, apesar de ter feito um ponto na primeira jornada, também não dizia que não a mais uns pontinhos.

A formação de Carlos Queiroz veio com outra cara depois do desaire pesado frente à Inglaterra e assumiu o jogo contra uma formação galesa que estava na expectativa do que iria fazer o Irão para sair em contra-ataque.

A avalanche ofensiva do Irão fez-se sentir mais na segunda parte, quando o jogo, caprichosamente, se aproximava do fim. No espaço de um minuto, os iranianos acertaram duas vezes nos postes da baliza de Henessey, o melhor jogador do País de Gales ao retardar ao máximo o golo do adversário.

Quando já se pensava que o jogo iria terminar empatado, o guarda-redes galês comete uma falta perigosa sobre Taremi e vê o cartão vermelho. Com mais um, ainda se sentiu mais o sufoco dos persas, que aos 90+9’ marcou o primeiro golo, através de um potente remate de fora de área, sem hipóteses para o guardião substituto. Foi o primeiro golo de fora da grande área, deste mundial. Quando ainda se festejava o golo iraniano, já Taremi seguia em direção à baliza galesa. O avançado do FC Porto colocou a bola para o companheiro que surgiu de trás e este atirou para o segundo e fechar as contas do jogo. O Irão está vivo e segue com esperanças de passar à próxima fase no próximo jogo frente aos Estados Unidos da América, no que promete ser um confronto, no mínimo, escaldante.

Africanos alcançam primeira vitória

Derrotados na primeira jornada do grupo A, tanto Qatar como Senegal precisavam de mudar o rumo dos acontecimentos para se manterem em prova. Os leões africanos foram mais fortes, confirmando o favoritismo para o jogo. Já a seleção da casa fez uma exibição muito melhor do que na estreia, mas ainda assim foi insuficiente para vencer.

Foi com dois golos, um perto do intervalo e outro logo a abrir a segunda parte que o Senegal abriu o caminho para a vitória. Depois do 2-0, a equipa senegalesa adormeceu e deu incentivo ao Qatar, que apesar de algumas dificuldades, deu um ar de sua graça, provocando mesmo problemas ao guarda-redes Mendy. O golo catari foi uma prenda pelo esforço realizado naquele jogo, uma vez que no jogo inaugural o Qatar nem tentou disparar à baliza. 

O Senegal colocava-se em apuros muito por culpa própria e precisou de arregaçar as mangas, perto do final, para carimbar a vitória por 3-1. A vitória coloca o Senegal na luta com o Equador e os Países Baixos. Já o Qatar é a primeira equipa eliminada deste que é o ‘seu’ mundial.

Laranja estragada deu alento ao Equador

O duelo que deitou as aspirações do Qatar por terra foi disputado entre Países Baixos e Equador. A seleção comandada por Louis Van Gaal, apesar de ter vencido o Senegal na primeira jornada, não tinha por isso convencido os adeptos e hoje ainda foi pior.

O arranque foi perfeito, num grande remate Cody Gakpo fez o 1-0 logo aos 6 minutos e ia empurrando o conjunto laranja para a frente. Só que, aparentemente, era o único, visto que a ideia dos restantes era descansar à “sombra da bananeira” após alcançada a vantagem.

A verdadeira reação equatoriana chegou apenas no final da primeira parte, com um golo anulado nos descontos. Não contou esse, contou outro logo a abrir a segunda parte, que colocou os Países Baixos em sentido e deu alento ao Equador que quis sempre mais, mesmo que sem pontaria ou discernimento para tal.

Enner Valência fez o golo do empate e é o melhor marcador isolado deste torneio. Com ele leva o sonho de milhões de equatorianos de levar o seu país até à próxima fase. Para isso, terá de medir forças com o Senegal, num grupo onde está tudo em aberto… menos para o Qatar.

Começou bem, mas tudo na mesma entre futebol e soccer 

O duelo mais esperado do dia terminou empatado. Futebol e soccer continuam na mesma, num jogo que prometeu ao início mas depois foi escurecendo.

A Inglaterra nunca conseguiu provar o favoritismo nem o momento que trouxe da goleada contra o Irão. Já a equipa dos EUA parece ter crescido face ao jogo anterior, mas com novo empate na bagagem. 

A primeira parte foi interessante e do melhor que este mundial teve para oferecer. Os EUA disputaram todas as bolas e impuseram um bom futebol contra a equipa de Southgate. 

Já a segunda parte foi totalmente dispensável, num espetáculo que se foi deteriorando com o passar dos minutos. Ambas as formações assinaram um pacto de não agressão que parece ter favorecido mais a equipa britânica que precisa apenas de empatar diante do País de Gales. Já os EUA têm de ganhar se querem continuar no Qatar.

Era uma vez… o Mundial | O Mundial do rei Pelé

Edson Arantes de Nascimento, mais conhecido como Pelé, criou a sua lenda no mundial da Suécia, em 1958. O Brasil alcançava a tão desejada ‘Copa’ e iniciava assim uma caminhada impressionante para o topo dos vencedores da competição. Tudo pelos pés de Pelé e Garrincha.

Portugal voltou a ficar de fora da grande competição, numa qualificação feita em grupos. Perdeu duas vezes com a Irlanda do Norte, estreou-se a vencer contra a Itália por 3-0, mas perdeu frente aos italianos no jogo de volta.

Na Suécia participaram 16 equipas: Suécia, Alemanha, Áustria, França, Checoslováquia, Hungria, URSS, Jugoslávia, Inglaterra, Irlanda do Norte, Escócia, País de Gales, Brasil, Argentina, Paraguai e México. Espanha, Uruguai e Itália, além de Portugal, eram as principais ausências por falharem a qualificação.

A Argentina regressava a um mundial 20 anos depois, mas mais valia não ter viajado para a Suécia. Foi naquele país que a Celeste foi humilhada por uns esclarecedores 6-1 diante da Checoslováquia e nem ultrapassou a primeira fase da competição.

A Inglaterra chegava ao mundial seis meses depois de (mais) um desastre aéreo que vitimou oito jogadores do Manchester United, a base daquela seleção. Em 1958 a equipa do Man United, conhecida como os Busby Babes regressava a casa de Belgrado e o avião fez uma escala em Munique. Após três tentativas de descolagem, o avião despistou-se para fora da pista. Morreram 23 passageiros, oito dos quais jogadores da equipa. Mais teriam sido, não fosse a inabalável coragem de Harry Gregg, guarda-redes da Irlanda do Norte, ao salvar nove companheiros do desastre.

O Brasil superou gales, com golo de Pelé, destruiu a França, com três golos de Pelé, e deu baile à anfitriã Suécia, com mais um bis de Pelé. Mas a lenda de Pelé começaria ainda na fase de grupos. Depois de uma vitória e um empate nos dois primeiros jogos, o Brasil jogava com a URSS em igualdade pontual. Pelé e Garrincha saltaram do banco para o onze inicial para tentar mudar a forma de jogar dos brasileiros. Diz-se que em três minutos, os dois jogadores fizeram coisas extraordinárias, e alertavam o mundo para o que aí vinha. Nenhum dos dois marcou nesse jogo, o Brasil ganhou graças a dois golos de Vavá, mas era pelos pés de Pelé e Garrinha que o Escrete mexia bem.

Pelé foi mesmo o jogador mais novo de sempre a vencer um mundial, com apenas 17 anos, e criava assim uma lenda para toda a eternidade do futebol. Foi na Suécia, em terra de vikings, que Pelé foi coroado o Rei do futebol. E, com 17 anos, o seu reinado ainda só estava ali a começar.

A França, apesar de eliminada pelo Brasil nas meias-finais, teve o goleador do torneio, e o detentor de um recorde que se tem mostrado impossível de quebrar: Just Fontaine apontou 13 golos no torneio. Três ao Paraguai, dois à Jugoslávia, um à Escócia, dois à Irlanda do Norte, um ao Brasil e mais quatro à Alemanha, no jogo para decidir o último lugar do pódio, fizeram de Just Fontaine o melhor marcador de sempre da história dos mundiais de futebol.

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Francisco Amaral
Francisco Amaral
Jornalista Estagiário do Jornal de Albergaria – Licenciado em Jornalismo e Comunicação pela Universidade de Coimbra. O gosto pela escrita e o bichinho pelo jornalismo desportivo trouxe-me até a Albergaria. Tento sempre ter um livro debaixo do braço e um filme na cabeça.
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