- Publicidade -
2.1 C
Albergaria-a-Velha
InícioDesportoCaderneta de Cromos #23 | Marrocos marrou no autocarro francês

Caderneta de Cromos #23 | Marrocos marrou no autocarro francês

- Publicidade -

Hoje a Caderneta de Cromos não viu História a acontecer. Em vez disso, viu Marrocos provar do seu próprio veneno contra uma França que tem argumentos para mais, mas jogou com o típico pragmatismo. As equipas que jogam bem já não estão em prova.

O jogo foi perfeito para os franceses. Logo aos cinco minutos, Theo Hernandez fez o que mais nenhum jogador neste mundial conseguiu, marcar a Marrocos. Se só isso parecia ser um feito, Marrocos instalou-se no meio-campo ofensivo num verdadeiro assalto à baliza de Lloris. A França estava a fazer aquilo que os marroquinos fizeram contra Portugal, encontrou-se a vencer, meteu tudo atrás e apostou na velocidade dos homens nas alas, no caso Mbappé e Dembele.

Os africanos criaram várias chances para empatar a partida, mas se não era Lloris a defender, era o poste a retribuir a bola, novamente como tinha sido o jogo contra Portugal. Era o sentido literal do feitiço que se virou contra o feiticeiro.

O assalto marroquino continuou na segunda parte, mas sem sucesso algum. Do outro lado, Griezmann e Tchouameni pareciam estar em todo o lado a recuperar o esférico e a entregar aos companheiros da frente. A refrescar as alas, Deschamps colocou Kolo Muani que precisou apenas de dois minutos em campo para fazer o gosto ao pé.

A França volta a estar na final do mundial de futebol e pode revalidar o título de campeão, igualando um feito da Itália, que venceu em 1934 e 1938 e do Brasil, em 1958 e 1962. Do outro lado vai encontrar a Argentina, numa final inédita, mas sem estreantes nestas andanças. A turma de Messi procura o terceiro troféu, tal como Mbappé e companhia.

Marrocos termina o conto de fadas, que ainda pode ter mais um capítulo: vencer a Croácia e ficar em terceiro lugar do campeonato do mundo.

Este foi o mundial das surpresas, desde vitórias históricas na fase de grupos, a decisões emocionantes, dogmas quebrados e uma equipa africana a alcançar, pela primeira vez, as meias-finais do mundial.

- Publicidade -
Francisco Amaral
Jornalista Estagiário do Jornal de Albergaria – Licenciado em Jornalismo e Comunicação pela Universidade de Coimbra. O gosto pela escrita e o bichinho pelo jornalismo desportivo trouxe-me até a Albergaria. Tento sempre ter um livro debaixo do braço e um filme na cabeça.
- EDIÇÃO IMPRESSA -

CONECTE-SE

20,928GostosGostar
2,932SeguidoresSeguir

EM DESTAQUE

- Publicidade -

PUBLICAÇÕES RELACIONADAS

- Publicidade -

A sua opinião conta. Comente.

Por favor escreva o seu comentário
Por favor introduza o seu nome

error: Conteúdo protegido!