Após queixas sucessivas, serão colocadas lombas na Rua do Barbeito, em São João de Loure. No entanto, as oliveiras ficam.
Há quase um ano em busca da melhor solução para o excesso de velocidade na Rua do Barbeito, em São João de Loure, a Proteção Civil Municipal de Albergaria confirmou, ao JA, que serão colocadas lombas no local.
O tema tem sido frequente em sessões de Assembleia de Freguesia, com questões sobre soluções futuras e críticas à atual disposição de vasos em forma de cubo, com oliveiras plantadas, espalhados ao longo do início da rua, para quem por ela passa na N230-2/Rua do Carvalhal. Esta via tem sido igualmente alvo de críticas por excesso de velocidade. No entanto, segundo explicou a entidade municipal, qualquer intervenção terá de ser feita em articulação com a IP – Infraestruturas de Portugal, por se tratar de uma estrada nacional.
A possibilidade de limitar a Rua do Barbeito ao trânsito de residentes foi considerada inviável. “Estando os dois lados abertos, qualquer veículo passaria por lá. A solução foi fazer medidas de acalmia de trânsito”, explicou João Oliveira, coordenador da Proteção Civil Municipal.
Em meados de 2025, a primeira solução foi estreitar a entrada da rua com barreiras de betão do tipo Jersey, sinalizadas com baias direcionais. Depois, vieram quatro vasos em formato de cubo com oliveiras e três canteiros destinados a delimitar lugares de estacionamento, à esquerda de quem desce a rua. Os canteiros foram partidos sucessivas vezes, tendo sido substituídos três canteiros — até que foram retirados do local. Das quatro oliveiras colocadas, duas foram partidas dentro de uma semana.
João Oliveira explicou que não se optou inicialmente por lombas pelo incómodo que provocam, resultante do ruído dos veículos a passar pelo obstáculo. Os vasos com oliveiras vão ficar, mesmo com a colocação das lombas, e serão criados os três lugares de estacionamento onde estavam previstos — não estando ainda decidido se serão delineados por canteiros, considerando o resultado da primeira tentativa.
A ideia original tinha como propósito criar um percurso em ziguezague, feito com os quatro vasos de oliveira e os três canteiros, que obrigasse à redução de velocidade no troço, esclareceu o coordenador. O projeto-piloto foi criticado, em diversas Assembleias, por perturbar a circulação de veículos e peões e por os elementos já se encontrarem danificados.
A população indicou ainda que o projeto pouco resolvia no que toca à velocidade – quem conhecia, já não precisava de ir devagar. Ana Maria Bastos, presidente da Junta de Freguesia de São João de Loure e Frossos, explicou, em várias intervenções, que o propósito do projeto era a clara redução de velocidade e lembrou que o pedido partiu dos próprios moradores.
Na última sessão de 2025, no período de intervenção do público, foi sugerido que, de futuro, a população fosse informada do propósito da colocação de novos elementos no espaço público, argumentando que uma melhor compreensão do objetivo da medida teria gerado menos animosidade entre moradores e restantes populares.
Agora, o momento de colocação das lombas, segundo informou o coordenador da Proteção Civil, depende da entrega do material por parte do fornecedor e da disponibilidade dos técnicos municipais, perante as inúmeras intervenções de acalmia de trânsito a decorrer no concelho.
















