A empresa albergariense pede melhor articulação entre entidades regionais e nacionais para que a capacidade de auxílio da firma e respetivos parceiros não seja desperdiçada – e se torne parte integrante de “uma resposta mais eficaz, coordenada e ancorada no conhecimento local do território”.
Foto: Arquivo JA e meramente ilustrativa
A Unimadeiras S.A informa, em comunicado enviado às redações, que se tem demonstrado inteiramente disponível para participar de forma voluntária e eficiente no esforço de recuperação nas regiões mais afetadas pelas recentes tempestades que assolaram e ainda preocupam o território nacional, com equipamentos ao serviço das autarquias e os seus trabalhadores a ajudar as populações locais.
A firma, com sede em Albergaria-a-Velha, dispõe como poucas entidades nacionais de capacidade instalada no território para apoiar as ações de resposta emergente e de mitigação, com uma estrutura de parceiros e acionistas composta por produtores florestais com equipamentos, meios técnicos e competências operacionais que permitem atuar no terreno em contextos de emergência.
A empresa consegue assegurar trabalhos de limpeza de áreas afetadas, remoção de material lenhoso, estabilização de acessos e redução de riscos subsequentes; dispondo ainda de capacidade para auxiliar populações nas áreas urbanas e semiurbanas mais afetadas, nomeadamente ao nível da remoção de destroços.
“A nossa intervenção será sempre construtiva e orientada para a solução, mas importa sublinhar que dispomos de meios no terreno e de uma rede de comunicação direta com 725 empresários florestais, o que nos confere uma capacidade operacional e de mobilização que não pode ser ignorada”, afirmou Nuno M Pinto, diretor de Sustentabilidade e Inovação da Unimadeiras.
O diretor de Sustentabilidade salientou que “desconsiderar este potencial é, na prática, excluir uma parte relevante e estruturante do processo de resposta, planeamento e execução no território, com prejuízo claro para a eficácia das soluções que se pretendem implementar”.
Parceiros aguardam resposta
Alguns parceiros da Unimadeiras, como se lê no comunicado, manifestaram igual disponibilidade junto de entidades competentes, mas ainda não obtiveram qualquer resposta. “Num momento tão relevante para o país, em especial para o interior, é determinante que as organizações com presença efetiva no terreno e ao longo de décadas, com capacidade operacional, redes ativas de produtores, sejam encaradas como ativos estratégicos do país nesta esfera”, escreve a empresa.
Nuno M. Pinto reforçou “a necessidade de articulação com este tipo de entidades para que não se perca a oportunidade de uma resposta mais eficaz, coordenada e ancorada no conhecimento local do território”, afirmou.
No entanto, reforçou considerar “pouco útil imputar responsabilidade diretas à Proteção Civil, ao Ministério da Administração Interna ou a qualquer outro organismo” apelando antes a que não se desconsidere “toda a mais-valia de um grupo com a experiência e dimensão da Unimadeiras”.
















