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Falta de mão de obra alvo de inquérito em Albergaria

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A Associação Empresarial dos Concelhos de Estarreja, Murtosa, Albergaria, Sever do Vouga e Ovar (SEMA) está a realizar um inquérito para fazer o diagnóstico do tecido económico regional, em especial da falta de mão-de-obra que constitui uma das principais problemáticas a nível nacional. Em entrevista ao Jornal de Albergaria, Maribel Marques, presidente da direção da SEMA, e Crispim Rodrigues, comercial da associação, falaram sobre o tema em causa.

Para tentar entender se a falta de mão de obra, um problema que tem afetado o país, é uma realidade em Albergaria-a-Velha, o Jornal de Albergaria contactou a SEMA – Associação Empresarial dos concelhos de Estarreja, Murtosa, Albergaria-a-Velha, Sever do Vouga e Ovar, visto ser uma entidade agregadora de várias empresas no concelho. Apesar de não terem ainda dados concretos, a associação empresarial referiu alguns dos problemas que vários setores enfrentam. “A nível nacional sempre houve dificuldade”, começa Crispim Rodrigues, referindo a importância da mão de obra imigrante, apesar de esta ser qualificada e mal aproveitada. “Cerca de 80% das pessoas que vêm da Venezuela têm licenciatura: médicos, advogados, jornalistas, contabilistas. Há uma pessoa que tirou doutoramento e está a trabalhar na peixaria do Continente”.

A presidente da SEMA informou que a associação está a realizar um inquérito, junto do tecido empresarial da sua área de atuação. “O inquérito surgiu com a necessidade que sentimos de saber o que se está a passar na indústria, devido ao aumento dos preços e da falta de matéria-prima”. Apesar de mencionar a indústria, Maribel esclareceu que o inquérito é direcionado para todas as empresas de todos os setores e ramos de atividade, “associados e não associados da SEMA”.

Questionados sobre os fatores que poderão estar na origem deste problema, os dois mencionaram os baixos salários e os horários “fatais”, principalmente no ramo da hotelaria e restauração. No entanto, Crispim Rodrigues aponta que a culpa também poderá estar na “acomodação” das pessoas. “O Estado facilita, trabalha-se um ano, vai-se para o fundo de desemprego, depois o Estado ainda dá umas formações. Temos uma senhora a frequentar uma formação pela sexta ou sétima vez. E isso cria um vício”, menciona o comercial.

O caso na hotelaria e restauração prende-se ainda com a carga horária. “Ter de trabalhar ao sábado e domingo é fatal.”, diz Maribel, referindo que “há empresas que fecharam para férias e não vão abrir mais, por falta de mão de obra”.

Soluções concretas não foram apresentadas, apesar de serem referidas as ajudas que a SEMA dá aos empresários, mesmo na hora de começar o negócio, ou até a imigrantes que “quando chegam cá, não sabem o que fazer”, como menciona Crispim. Após a pandemia de Covid-19, a associação criou um Gabinete de Apoio à Recuperação de Empresas – GARE, e faz ainda parte de dois programas de transição digital comercial: as “Aceleradoras digitais” e os “Bairros digitais”.

Fundada em 1996, a SEMA conta, desde 2021, com 3400 empresas associadas. De Albergaria-a-Velha são 790 empresas, 372 referentes ao ramo do comércio, 338 empresas de serviços e 80 no setor industrial.

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Francisco Amaral
Jornalista Estagiário do Jornal de Albergaria – Licenciado em Jornalismo e Comunicação pela Universidade de Coimbra. O gosto pela escrita e o bichinho pelo jornalismo desportivo trouxe-me até a Albergaria. Tento sempre ter um livro debaixo do braço e um filme na cabeça.
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