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“Este mercado é de todos”, afirma Jorge Almeida na inauguração oficial do Mercado Municipal de Águeda

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O Mercado Municipal de Águeda já abriu portas. Com mais de oito milhões de euros investidos, o espaço foi reconstruído para receber comerciantes, produtores, serviços e visitantes. Na cerimónia inaugural, Jorge Almeida explicou a ambição da autarquia para o futuro do equipamento e deixou um desafio aos aguedenses: dar-lhe vida todos os dias.


A tradição do comércio local tem agora uma casa renovada em Águeda. Com 106 espaços, distribuídos por dois pisos, e um investimento superior a oito milhões de euros, o Mercado Municipal foi oficialmente inaugurado esta sexta-feira, 6 de novembro, numa cerimónia que contou coma presença do ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida. O equipamento já tinha aberto portas ao público a 30 de outubro, iniciando uma nova etapa na vida de um dos espaços emblemáticos da cidade.

Com uma área de cerca de 6.800 metros quadrados, o mercado dispõe de 74 bancas, 27 lojas, um restaurante com 335 metros quadrados, dois quiosques, dois espaços de serviços e uma área polivalente. O edifício conta ainda com um terraço panorâmico. Entre os novos serviços instalados estão a Autoridade Tributária e Aduaneira, que vai sair da Avenida Dr. Eugénio Ribeiro, e a Águas da Região de Aveiro.

Na cerimónia, o presidente da Câmara Municipal, Jorge Almeida, recordou que o antigo edifício precisava de uma intervenção profunda, por razões funcionais, de segurança e de salubridade. “Não bastava recuperar o mercado. Precisávamos de construir o mercado que Águeda precisava para o futuro”, afirmou.

“Queremos que este seja um espaço de visita obrigatório em Águeda”, referiu, apontando a gastronomia, a cultura e a realização de eventos como algumas das vertentes que poderão contribuir para dar vida ao equipamento.

O autarca recordou ainda os obstáculos ultrapassados ao longo do projeto e admitiu que, em determinados momentos, chegou a questionar se valeria a pena continuar. “Desistir não era uma opção”, afirmou. O presidente deixou também um apelo à população e aos comerciantes para que contribuam para a dinamização do espaço: “Este mercado é de todos. Cabe-nos agora valorizá-lo e dar-lhe vida todos os dias.”

Por sua vez, o ministro Manuel Castro Almeida elogiou a aposta do município, considerando a obra “um hino ao poder local”. O governante destacou a importância dos mercados municipais para a valorização dos produtos de proximidade e dos produtores locais, sublinhando que o espaço representa uma oportunidade para quem procura produtos de base local.

“Quem gosta dos produtos de base local tem aqui uma oportunidade que não é normal ter”, afirmou. Manuel Castro Almeida defendeu ainda que os mercados tradicionais complementam a oferta das grandes superfícies comerciais, em vez de competirem diretamente com elas. “Isto é um complemento que melhora a vida das pessoas, enriquece, acrescenta, que é o que interessa, não substitui, acrescenta”, referiu.

Também o presidente da Assembleia Municipal de Águeda, Filipe Almeida, destacou o papel do mercado na vida da comunidade, descrevendo-o como “o coração pulsante da nossa economia local” e “um ponto de encontro intergeracional”. O responsável apelou à população para que frequente o espaço e apoie os comerciantes: “Venham comprar, venham passear, venham conversar. Apoiem o que é nosso, pois é na vitalidade do nosso comércio tradicional que reside a força e a autenticidade de Águeda.”

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