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Ano novo, subida de preços. 2022 chega com quase tudo a ficar mais caro

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A chegada do novo ano costuma trazer novos planos, objetivos e esperança, mas regra geral, a entrada do dia 01 de janeiro também tem por hábito traduzir-se em atualizações dos preços em geral. 2022 não é exceção. A acompanhar o aumento do salário mínimo e pensões está também a subida da eletricidade, telecomunicações, portagens, transportes, rendas e alimentação. Saiba o que muda.

Se no final de 2021 se começaram a sentir alguns aumentos, o ano de 2022 promete tornar as subidas de preços mais evidentes. Este ano, esse efeito poderá ser mais sentido devido à inflação que se tem verificado na Europa e em vários países do mundo. Portugal não escapa à subida dos preços, apesar de a inflação no país ser das mais baixas da Europa. De acordo com o Boletim Económico de dezembro do Banco de Portugal, está previsto a inflação aumentar este ano de 0,9% para 1,8%. As previsões apontam para que os valores se venham a fixar “em 1,1% e 1,3% nos dois anos seguintes, com um perfil muito influenciado pela evolução dos preços dos bens energéticos”. Adianta ainda que “a inflação excluindo bens energéticos aumenta gradualmente ao longo do horizonte de projeção, situando-se em 1,5% em 2024”. Já o Banco Central Europeu prevê mais de 3% de inflação para toda a zona euro.

Ainda há alterações que são incertas, sobretudo quanto à data de entrada em vigor. Mas sabe-se já que há modificações nas seguintes áreas:

Eletricidade

A Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) anunciou, a 15 de dezembro, que a partir de 01 de janeiro o preço da eletricidade para os clientes do mercado regulado vai subir, em média 0,2%.

Para os consumidores que permaneçam no mercado regulado (que representam 5% do consumo total e 915 mil clientes) ou que, estando no mercado livre, tenham optado por tarifa equiparada, a variação média anual das tarifas transitórias de Venda a Clientes Finais em Baixa Tensão Normal (BTN) é de 0,2%”, pode ler-se no comunicado.

Apesar do aumento, a ERSE alerta que os consumidores vão observar uma redução média de -3,4% em relação aos preços em vigor até dezembro de 2021. Também os consumidores com tarifa social vão beneficiar de um desconto de 33,8% sobre as tarifas de venda a clientes finais.

A ERSE deixa ainda o conselho aos portugueses para que “estejam atentos e procurem usar os simuladores disponíveis, como o simulador de preços de energia da ERSE. Se encontrarem uma melhor oferta de mercado, devem mudar de comercializador”.

No mercado liberalizado, as tarifas da eletricidade da EDP Comercial vão subir em média 2,4%, o que se traduz num aumento de cerca de 90 cêntimos por mês na fatura das famílias. A  Endesa anuncia manter os preços da eletricidade para as famílias e pequenos negócios. Já a Galp vai aumentar os preços em cerca de 2,7 euros mensais para as potências contratadas mais representativas.

Rendas

As rendas vão subir 0,43%, o que representa um aumento de 43 cêntimos por cada 100 euros de renda. Ou seja, numa renda de 400 euros, o aumento rondará os 1,72 euros. Este aumento acontece depois de um ano em que o valor das rendas estive congelado.

Os senhorios não são obrigados a atualizar o valor das rendas, mas caso opte por fazê-lo, devem comunicar aos inquilinos a alteração exata do preço com uma antecedência mínima de 30 dias antes da data de pagamento da nova renda. A comunicação tem de ser feita através de carta registada, com aviso de receção. Em alternativa também pode ser entregue em mão, mas o inquilino tem de assinar.

Transportes

De acordo com a Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT), o preço dos transportes públicos vai ser atualizado em 0,57%. A alteração aplica-se aos bilhetes simples, de bordo, pré-comprados, unidades intermodais de transporte pré-pagas, monomodal e combinado. Já para os utilizadores regulares dos transportes de Lisboa, o passe mensal mantém os mesmos valores assim como no Porto.

Também a Comboios de Portugal (CP) vai mexer nos preços. Já no dia 01 de janeiro entraram em vigor os novos preços para títulos de transporte dos serviços Intercidades, Regional, InterRegional e Urbanos. Apenas os preços do serviço Alfa Pendular se mantêm.

Portagens

Utilizar as autoestradas deverá ficar mais caro cerca de 1,84%.

Os utilizadores da Via Verde também devem sentir algumas diferenças no serviço a partir de 05 janeiro. A partir dessa data, a empresa vai alterar o funcionamento da subscrição, com a descontinuação das modalidades Leve, Livre e Aluguer Anual. Se até aqui os utilizadores podiam pagar portagens, estacionamentos subterrâneos, abastecimentos nas bombas Galp, entre outros serviços, agora os serviços extra serão cobrados à parte.

Os atuais e novos clientes podem escolher entre uma das novas três modalidades. A Via Verde Autoestrada, que inclui apenas o serviço de pagamento eletrónico de portagens através do identificador, a Via Verde Mobilidade, onde inclui toda a oferta de serviços da Via Verde atualmente existentes e que será reforçada com mais ofertas e benefícios, a partir de abril e a Via Verde Mobilidade Leve, semelhante à segunda opção, mas direcionada à utilização ocasional.

Até março está em vigor um período experimental da medida, que tem por objetivo dar a conhecer os novos serviços. Durante este período, os clientes podem optar pela modalidade que prefere através de um dos canais Via Verde disponíveis. Após este espaço temporal, passam-se a aplicar as novas condições e preçários.

A migração dos serviços será automática, mas os utilizadores que não concordarem podem rescindir a qualquer momento do seu identificador. No caso de quem pretenda fazê-lo com antecedência, deve comunicar por escrito, no prazo máximo de 10 dias úteis a contar da receção da comunicação das alterações.

A empresa disponibiliza uma página de esclarecimento sobre as mudanças.

Inspeção periódica obrigatória

De acordo com a portaria publicada em Diário da República, levar o carro à inspeção periódica obrigatória vai ser mais caro.

Os novos preços podem ser consultados na imagem abaixo.

Telecomunicações

Nem todas as operadoras abriram o jogo sobre os preços que vão praticar durante 2022. Apenas a Meo – Altice já confirmou que vai mexer nos valores. A atualização vai ser, no mínimo, de 50 cêntimos por mês. A Nowo garantiu à Agência Lusa não estarem previstas quaisquer atualizações.

Por outro lado, a chegada do 5G vai trazer um acréscimo de cinco euros aos tarifários já disponíveis e que sejam compatíveis com os telemóveis, a partir de 31 de janeiro.

A tarifa social de internet também já arrancou com o preço de 6,15 euros, com IVA incluído. O serviço é destinado a consumidores com baixos rendimentos e as regras são iguais às aplicadas na tarifa social de eletricidade e da água. Em termos de utilização, está planeado um pacote mensal de 15GB com uma velocidade de 12Mbps de download e 2 Mbps de upload.

Alimentação

No final do ano começaram-se a sentir as alterações nos preços de diversos alimentos. A perspetiva é que continuem a subir de forma generalizada desde o pão, carne, leite, peixe, papel higiénico e de cozinha.

Os aumentos estão relacionados com a subida dos custos da energia, matérias-primas e custos de produção.

Teletrabalho

As novas regras do teletrabalho entraram em vigor o que significa que as empresas são obrigadas a pagar integralmente aos trabalhadores despesas adicionais onde estão incluídos “os acréscimos de custos de energia e da rede instalada no local de trabalho em condições de velocidade compatível com as necessidades de comunicação de serviço, assim como os custos de manutenção dos mesmos equipamentos e sistemas”.

A lei do teletrabalho, lei nº83/2021 de 06 de dezembro, prevê também o dever da abstenção de contacto por parte de empregador ao trabalhador no período de descanso.

Estas são as alterações até ao momento conhecidas, mas que já prometem tornar mais difícil o orçamento de grande parte das famílias portuguesas, mesmo com o aumento dos salários, pensões e prestações sociais previstos.

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Adriana Ribeiro
Jornalista do Jornal de Albergaria - Licenciada em Ciências da Comunicação e mestre em Jornalismo pela Universidade da Beira Interior. Leitora assídua e apaixonada pela escrita desde pequena. O gosto pelo jornalismo foi por isso inevitável. O jornalismo regional tem sido o grande foco de trabalho, tendo já passado por várias redações de vários pontos do país.
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