Os elementos do CDS-PP da Assembleia de Freguesia chamaram a atenção para a urgência da limpeza de algumas corgas e levadas. O executivo PSD/IL acompanha a preocupação e indica que a tarefa de tornar o território mais resiliente a intempéries deve ser partilhada entre o órgão de poder local e os donos dos terrenos particulares.
Foto: Arquivo JF Albergaria-a-Velha e Valmaior
A Assembleia de Freguesia de Albergaria-a-Velha e Valmaior de setembro, que decorreu na tarde de segunda-feira, dia 14, em Vila Nova de Fusos, contou com o alerta da oposição para a necessidade de reforçar a limpeza de corgas e levadas do território, sobretudo nas zonas que, no inverno passado, ficaram inundadas durante o intenso comboio de tempestades, que deixou rasto um pouco por todo o país.
Rui Santos, membro eleito pelo CDS-PP, chamou a atenção, em particular, para a extensão que vai da Rua do Lugar à Viela do Reguengo, alertando que a água continua a não escoar corretamente, quer à entrada do viaduto, quando entra para a N16, quer no final da zona intervencionada. O eleito indicou que uma situação semelhante se verifica na ligação do Ramal dos Franceses com a Rua da Bessada.
Foi ainda referida a queda do muro que separava a corga que vem do Soito da corga da Rua Vale Perdiz, uma situação que intensifica a acumulação de resíduos na Rua do Lugar, agravada pelos detritos vindos da obra da ecopista de Valmaior. Rui Santos indicou que o anterior executivo tinha já conhecimento da situação.
“Vamos ter de nos preparar. O inverno está aí à porta e os problemas vão começar a aparecer. Tudo o que se conseguir fazer antes e o mais rápido possível será benéfico”, reforçou Rui Santos. Rúben Coelho, presidente da Junta de Freguesia, assegurou que o executivo está atento e, sempre que necessário, no terreno, a avaliar e resolver as situações consoante a gravidade, a disponibilidade de recursos e a responsabilidade das empreitadas.
Neste sentido, Rúben Coelho lembrou que todas as corgas confinantes com terrenos particulares, “segundo edital da Agência Portuguesa do Ambiente, são os confinantes que têm o dever e obrigação de limpeza – não podendo ser os serviços públicos, como as Juntas de Freguesia ou Município, a intervir”.
Intervenções em outubro
Em relação às corgas adjacentes a espaços públicos, o presidente frisou que a Junta irá agir, no sentido de “intervir e preparar” o território. Rúben Coelho avançou que está prevista, para esse fim, uma série de intervenções pela freguesia já para o próximo mês.
“O arranque deste plano de ação, em que Vila Nova de Fusos está incluída, vai permitir abrir procedimentos para começar a fazer alguns arranjos que são necessários na nossa freguesia e que a vão tornar mais preparada e resiliente para os problemas que este tipo de fenómenos nos vai trazer”, indicou o presidente da Junta.
Rúben Coelho lembrou, no entanto, ser impossível a antecipação de certas situações meteorológicas, dando como exemplo o recente episódio de 20 minutos de queda de granizo, chuva forte e vento intenso que provocou danos na freguesia da Branca, no lugar das Laginhas.
Em relação à intervenção na Viela do Reguengo, Rúben Coelho assegurou que a Junta e os técnicos do Município têm acompanhado a obra, estando a empreitada prevista no âmbito da requalificação das margens do Rio Caima, junto ao Parque de Lazer de Valmaior.
Sobre a Rua da Igreja – perpendicular à Rua da Bessada e à do Lugar – o presidente da Junta indicou que a zona é da responsabilidade da I.P. – Infraestruturas de Portugal, pelo que o executivo continuará a fazer pressão junto da entidade para que o aqueduto seja reparado de forma definitiva. Rúben Coelho acrescentou que, ainda assim, a Junta já efetuou limpezas no local e que, após a intervenção da IP, contam aproveitar o terreno em frente como caminho para a água escoar para o rio.















