A última análise indicou que apenas duas das oito fontes de captação estão em condições próprias para consumo. Um novo estudo será feito em breve. A presidente da Junta lamentou que a informação colocada junto dos fontanários, a propósito da qualidade da água, seja sucessivamente retirada dos locais.
Foto: DR e meramente ilustrativa
Bruno Oliveira, eleito pela coligação PSD/IL, questionou o executivo da Junta na última Assembleia de Freguesia, realizada no dia 24 de junho, sobre a existência de um mapa de análise da qualidade das águas dos fontanários do território. A questão surgiu após uma interação com um transeunte que sugeriu que lhe tinham desaconselhado beber água de um fontanário não identificado – nem como água imprópria para consumo, nem como potável.
Sandra Marcelino, presidente da Junta, informou que as águas foram avaliadas há pouco mais de um ano e que apenas duas das oito zonas de captação fornecem água potável aos fontanários da freguesia. Uma nova análise será feita brevemente, estando o órgão autárquico em fase de pedido de orçamentos para executar o trabalho de recolha e análise.
A presidente indicou que os resultados deste último estudo foram afixados junto dos respetivos fontanários, mas posteriormente retirados por motivos alheios à Junta. “Houve locais em que os papéis não duraram duas horas”, lamentou Sandra Marcelino. A autarca acrescentou que a Junta voltou a colocar a informação por mais duas vezes – da última, com as folhas plastificadas – e o resultado foi o mesmo.
Bruno Oliveira sugeriu que fossem colocadas placas em plástico ou de outro material mais resistente. Um membro do público propôs a criação de um mapa digital onde a informação ficasse disponível sem necessidade de suporte físico.
A presidente agradeceu as sugestões, mas mostrou-se cética quanto à eficácia da primeira, afirmando que “quando se quer destruir, destrói-se”. Indicou ainda ao cidadão presente que a informação fica sempre disponível online.

















