Desde os primeiros dias de tempestade até finais de fevereiro foram registadas mais de 400 ocorrências no território, sendo 291 de situações afetas ao património e propriedade do Município de Albergaria-a-Velha. Desde total, cerca de 46% resultam de danos na rede viária do concelho.
Carlos Coelho, presidente da Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha apresentou, em Assembleia Municipal última, 25 de fevereiro, um balanço dos danos provocados pelo comboio de tempestades que assolou o concelho e o país desde finais de janeiro até meados de fevereiro.
O edil começou por destacar o período de 6 a 15 de fevereiro, no qual “o concelho voltou a ser afetado por um período de condições meteorológicas severas” após um final de janeiro complicado.
O quadro de precipitação intensa e vento forte levou a inundações, derrocadas e condicionamento e corte de vias. O estado de calamidade foi decretado a 28 de janeiro e alargado a Albergaria-a-Velha a 1 de fevereiro – no dia seguinte, foi ativado o Plano Municipal de Emergência e Proteção Civil, como lembrou Carlos Coelho.
O presidente louvou o trabalho conjunto de entidades municipais, Juntas de Freguesia e agentes de prestação de socorro, reforçado com vigilância nas zonas mais críticas e com foco na resolução de problemas como: “condicionamento e sinalização de vias; ações de desobstrução e limpeza; reforço na limpeza de zonas de drenagem e linhas de água, garantindo intervenção prioritária nas situações de maior risco para pessoas e bens”, como listou o edil, garantindo que, neste último ponto, “em caso de necessidade de evacuação em zonas críticas, a capacidade de resposta estava assegurada”.
Mais de 400 ocorrências
Desde os primeiros dias de tempestade até à noite de Assembleia, haviam sido registadas 411 ocorrências em todo o concelho: 291 de propriedade afeta ao Município de Albergaria-a-Velha, 28 às Juntas de Freguesia, 11 de coletividades, 60 de particulares, 5 da AdRA – Águas da Região de Aveiro, S.A. e 16 da I.P. – Infraestruturas de Portugal.
Do total, encontram-se resolvidas 32 ocorrências, “mantendo-se as restantes em curso, em função das prioridades e complexidade técnica das intervenções”, justificou o presidente.
Carlos Coelho detalhou que o segmento mais afetado do município foi a rede viária do concelho, onde se somam 133 das 291 ocorrências (cerca de 46%); seguindo-se danos na drenagem de águas pluviais (79), taludes e muros de suporte (46) e equipamentos municipais (35).
O presidente da autarquia, em reunião de Câmara de 5 de fevereiro, tinha já referido os severos danos sofridos pelas estradas do território, no seguimento das tempestades. “As estradas já não estavam boas, é um facto, mas grande parte delas ficaram completamente deterioradas. Não estamos preparados financeiramente para isto, nenhum município está preparado para ter um prejuízo de milhões de euros”, disse, na altura, o presidente.
Apoio à população
No pós-tempestades, a Câmara Municipal criou uma “equipa multidisciplinar” para efetuar o pronto levantamento de danos em articulação com a CCDR Centro e o acompanhamento operacional do risco de novos fenómenos adversos, incluindo cheias e deslizamentos.
Para navegar a burocracia típica das candidaturas a ajuda para lesados, a autarquia criou um gabinete de apoio no qual registou: 19 atendimentos de prestação de informação, ajuda na submissão de dois pedidos de apoio e tinha, à data, seis agendamentos para o mesmo fim.
Para sensibilização à candidatura de apoios, a Câmara Municipal fez seis atendimentos telefónicos; e dá nota do registo, à data, de 13 candidaturas a apoio vindos de Albergaria no portal da CCDR.
O gabinete de apoio, para registo de danos e esclarecimento de dúvidas, está aberto de segunda a sexta-feira, das 9h às 12h, na Câmara Municipal.

















