Os encontros passarão por todas as freguesias do concelho com o propósito de relembrar os conterrâneos sobre os cuidados a ter quando se realizam queimas e queimadas. Informar as entidades competentes, avaliar o risco e preparar-se para o pior cenário são os três primeiros passos essenciais antes de iniciar a atividade.
Uma série de sessões dedicadas aos cuidados a ter na realização de queimas e queimadas começou, esta tarde, na Junta de Freguesia de Valmaior e em Alquerubim, no Centro de Artes e Ofícios. Os encontros, dinamizados pela Proteção Civil Municipal de Albergaria-a-Velha, seguem para: Angeja às 10h de dia 11, Branca às 14h30 de dia 11, Ribeira de Fráguas às 10h de dia 13 e São João de Loure e Frossos às 14h30 do mesmo dia.
Considerando raras as queimadas no concelho – isto é, o uso do fogo de forma extensiva, com o propósito de renovar a pastagem e eliminar grandes massas de sobras florestais – a sessão de Valmaior focou-se nos cuidados a ter na realização de queimas.
A maioria dos conselhos serve para ambas as circunstâncias, sendo que, no caso de uma queimada, é sempre necessária autorização da Câmara Municipal para a sua realização. Nas queimas, a autarquia só necessita de emitir licença entre 1 de junho e 31 de outubro. Fora deste período, continua a ser obrigatório avisar a Câmara Municipal de que irá realizar uma queima.
Para além disso, as queimadas têm sempre de ser concretizadas com apoio técnico adequado, idealmente na presença de um bombeiro ou elemento da Proteção Civil. No caso das queimas, não é obrigatório, mas pode pedir este apoio se considerar necessário. As duas distinguem-se ainda pelas regras que delimitam o tamanho do amontoado e zona envolvente:
> As queimadas têm de ter uma faixa de limpeza envolvente duas vezes superior à altura da vegetação a queimar. Para as queimas, não existe esta regra
> As queimas têm de ter um máximo de 4 m² de base e 1,3 m de altura. Não existe este limite para as queimadas
Mais vale prevenir…
Com distinções feitas entre queimas e queimadas, Rafael Baptista e João Jarimba, técnicos da Proteção Civil Municipal que dinamizaram a sessão em Valmaior, deixaram os conselhos base para uma queima segura: informar, avaliar e preparar.
Os munícipes devem informar a Câmara Municipal (Serviço de Proteção Civil), Junta de Freguesia ou para o contacto do SOS Ambiente e Território, através do número 808 200 520. Para além disso, é necessário avaliar os riscos associados à realização de queimas – temperaturas elevadas e ventos fortes são propícios ao descontrolo da atividade, pelo que, recomendam-se dias nublados, frescos e com pouco vento.
Antes de ir para o terreno, a Proteção Civil Municipal recomenda que não o faça sozinho e que leve sempre consigo o telemóvel, para ligar a pedir ajuda caso as chamas se descontrolem e para que tenha na sua posse a autorização que permite a realização da queima.
Para além disso, deve manter o terreno envolta livre de potenciais fontes de combustível – como vegetação por limpar, lenha ou botijas de gás – e ter sempre água por perto. Deve utilizar roupa que cubra e proteja a pele e não juntar lixo não orgânico ao amontoado que deseja queimar.
Terminar em segurança
Enquanto estiver a decorrer a queima, deve manter-se do lado oposto à direção do fumo para evitar intoxicação por inalação de fumos. Considerando a imprevisibilidade dos ventos, deve certificar-se de que tem sempre um caminho de fuga que nunca ficará comprometido pelo desenvolvimento indesejável da queima.
Por fim, esteja sempre atento a fagulhas que possam propagar as chamas e tente apagá-las numa fase inicial e segura. Os técnicos alertam para a importância de permanecer no local da queima até o processo estar concluído, certificando-se que não existe possibilidade de reacendimento.
“O fogo também é nosso amigo e ninguém quer que se deixem de fazer queimas, mas, muitas das vezes, as coisas acabam por se descontrolar por não serem tomadas medidas corretas de autoproteção”, alertou Rafael Baptista. “Caso o fogo se descontrole, é ligar logo o 112. Não há heróis. Os azares acontecem e não vale a pena arriscar”, reforçou o técnico.
Os próximos encontros serão dinamizados, de forma alternada, entre Rafael Baptista, João Jarimba e José Fernando; equipa técnica orientada por João Oliveira, coordenador municipal da Proteção Civil.
















