Município alia-se a campanha de sensibilização e prevenção do cancro de pele

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Com a chegada do verão temas relacionados com o sol tornam-se ainda mais pertinentes e é fundamental sensibilizar toda a população para uma exposição solar consciente e controlada. Neste sentido, a Associação Portuguesa do Cancro Cutâneo (APCC) está a desenvolver uma campanha de sensibilização com o objetivo de alertar para os riscos da exposição solar excessiva. A ação surge no âmbito da prevenção primária dos cancros da pele e conta com o apoio do município de Albergaria-a-Velha.

Segundo a APCC, a exposição solar é responsável por vários efeitos nefastos, “desde erupções, envelhecimento cutâneo, até ao cancro da pele”. A exposição solar exagerada não só lúdica (praia, caminhadas ou corridas) mas também a exposição profissional (profissões ao ar livre) pode acarretar lesões agudas e envelhecimento precoce da pele.

A incidência dos cancros da pele continua a aumentar e, apesar de a maioria ser curável se diagnosticado e tratado precocemente, cerca de 90% tem relação com os exageros de exposição ao sol. Todos os anos são diagnosticados cerca de 12000 novos casos de cancro da pele. Em 2019, estima-se que morreram aproximadamente 260 pessoas, em Portugal, com essa doença.

Para João Maia e Silva, Presidente da APCC, “cuidados como a utilização de chapéu de abas largas, que faça sombra sobre as orelhas e nariz, e camisola de manga comprida reduzem significativamente a dose de radiação UV a que estamos expostos. Atualmente, não existe razão para não o fazer atendendo aos tecidos mais leves e com proteção solar. Um agricultor deve usá-los como um operário da construção civil deve usar capacete”, declara.

A Associação Portuguesa do Cancro Cutâneo alerta para a necessidade de se examinar a pele com frequência, procurando por alterações e/ou aparecimento de manchas e sinais suspeitos. “Um diagnóstico precoce é a maior arma para um cancro de pele tratável”, aconselha.