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Preços, rendimentos e isenções: O que muda em 2026?

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Confira o impacto do novo ano na sua carteira em áreas como salário mínimo, portagens, comboios, eletricidade e telecomunicações.

Salário mínimo

O salário mínimo nacional sobe a partir de hoje dos atuais 870 euros para 920 euros, em linha com o estabelecido no acordo tripartido assinado em sede de concertação social em outubro de 2024.

Alimentação

A Associação Portuguesa das Empresas de Distribuição (APED) estima aumentos de cerca de 7% para a carne e para o peixe em 2026, segundo o presidente, Gonçalo Lobo Xavier, avançou em entrevista à Antena 1 e Jornal de Negócios.

Para o dirigente da associação que representa as principais cadeias de hiper e supermercados, como os grupos Continente, Pingo Doce, Lidl e Auchan, “é inevitável” a continuação da subida do preço da generalidade dos alimentos no próximo ano.

O pão e os produtos de pastelaria deverão sofrer um “ligeiro aumento” de preço no próximo ano, impactados pelos custos laborais, resultantes da subida do Salário Mínimo Nacional (SMN) e pela subida dos gastos com ovos, frutos secos e cartão. A isto poderá acrescer o efeito da possível retirada do apoio do Estado aos combustíveis.

Portagens

A A25 passa a estar integralmente isenta de portagens a partir desta quarta-feira, 1 de janeiro, ao longo de toda a sua extensão, desde Ílhavo até Vilar Formoso. A medida já foi publicada em Diário da República e representa o fim da cobrança nos últimos pórticos que ainda se mantinham ativos nesta via estruturante do Centro do país.

Com a entrada em vigor da nova disposição, deixam de ser cobradas portagens nos pórticos de Esgueira–Aveiro Nascente, Estádio–Angeja e Angeja–Albergaria, garantindo-se assim a gratuitidade total da A25 para todos os utilizadores.

Comboios

Os preços dos bilhetes nos comboios da CP vão aumentar, em média, 2,26% em 2026, com um bilhete simples de ida no Alfa Pendular entre Lisboa e o Porto, por exemplo, a custar 49,90 euros na classe Conforto e 35,70 euros na Turística.

O Passe Ferroviário Verde mantém o custo de 20 euros por 30 dias de utilização, 40 euros por 60 dias e 60 euros por 90 dias.

IUC

O Governo não anunciou mudanças para 2026 e rejeitou que as mudanças nos prazos que acontecem nos anos seguintes provoquem uma subida do imposto a pagar.

Desta forma, os donos dos automóveis e das motas continuam a pagar o IUC no mês da matrícula em 2026. Os proprietários de embarcações de recreio e aeronaves de uso particular mantêm a regra atual de pagamento no mês de janeiro.

Mas, em 2027, o IUC é pago obrigatoriamente em outubro para valores iguais ou inferiores a 500 euros. E será pago em julho e outubro, quando os valores são superiores a 500 euros.

Luz

Para os mais de 800 mil clientes do mercado regulado, segundo a ERSE, a subida traduz-se num acréscimo entre 0,18 e 0,28 euros na conta mensal da luz, já com taxas e impostos.

Assim, a partir do próximo mês, considerando uma potência de 3,45 kVA e um consumo de 1.900 kilowatts-hora (kWh) por ano para um casal sem filhos, o total a pagar será, em média, de 36,82 euros. Já para um casal com dois filhos, com uma potência de 6,9 kVA e um consumo de 5.000 kWh/ano, a fatura média será de 95,03 euros.

No próximo ano, os consumidores com tarifa social vão ter um desconto de 33,8% sobre a tarifa normal, o que se traduz numa poupança média de 13,50 euros para um casal sem filhos, e de 32,95 euros para um casal com dois filhos.

No mercado liberalizado, tendo em conta que a ERSE anunciou para 2026 um aumento médio de 3,5% das tarifas de acesso às redes de eletricidade, que afetam o valor final a pagar pelos consumidores, a EDP Comercial, que lidera neste segmento, anunciou uma descida real de 1%, e a Galp de 0,5% na fatura das famílias.

O mercado liberalizado representa quase 6 milhões de clientes e cerca de 95% do consumo total de eletricidade em Portugal continental.

Renda

Já o valor das rendas de casa aumenta 2,24% em 2026. Na prática, o aumento equivale a uma subida de 2,24 euros por cada 100 euros de renda, o que significa que uma renda de 1.000 euros pode aumentar 22,40 euros.

A atualização das rendas não é obrigatória, depende da vontade do senhorio que pode optar por não aplicar o aumento ou escolher qualquer mês de 2026 para atualizar a renda. Em qualquer dos casos o senhorio tem de comunicar ao inquilino o aumento da renda com 30 dias de antecedência.

Por outro lado, se o senhorio não aumentou as rendas nos últimos três anos, pode aplicar os coeficientes de aumento já acumulados, isto pode resultar numa subida da renda da casa superior a 11%.

IMI

O aumento do IMI reflete a subida do valor médio de construção que, pela primeira vez desde 2023, apresenta um acréscimo. O valor médio da construção por metro quadrado, que é essencial na fórmula de cálculo do IMI, vai subir 38 euros, passando dos atuais 532 euros para 570 euros – este valor é aplicado nas construções novas, nos imóveis objeto de alteração ou de reconstrução ou na sequência de uma nova avaliação.

Telecomunicações

A NOS vai aumentar os preços em alguns serviços em 2026, em linha com a taxa de inflação esperada (2,1%). Também a Meo anunciou que subirá os preços no próximo ano, com exceção dos “serviços da marca digital Uzo e da marca para o segmento jovem Moche”. A 9 de janeiro, será a vez de o preço dos serviços da Vodafone Portugal ser atualizado, “até ao valor máximo da taxa de inflação prevista para 2025”.

Fontes: TSF, SIC Notícias, ECO e Público

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