• Jornal de Albergaria - Ebd87793 0653 40b8 Be72 D229bc5a9185
  • Jornal de Albergaria - Banner Avelab


Regresso às aulas: o que muda com a pandemia

  • Categorias Atualidade
  • 2 de Setembro, 2020
  • 467 Visualizações
Regresso às aulas: o que muda com a pandemia
Regresso às aulas: saiba o que muda este ano com a pandemia Foto: DR

A duas semanas do regresso às aulas, mantêm-se as preocupações sobre como será o funcionamento e quais as normas a adotar de forma a garantir a segurança de toda a comunidade educativa. O impacto que terá na pandemia tem sido uma das principais preocupações do governo e DGS e uma verdadeira dor de cabeça para os pais!

As aulas recomeçam entre os dias 14 e 17 de setembro, mas FENPROF acredita que ainda não estão asseguradas as condições necessárias para a reabertura das escolas.

No dia de ontem, 1 de setembro, o líder da Federação Nacional de Professores (Fenprof), Mário Nogueira, afirmou publicamente que as escolas não têm reunidas as condições para poderem retomar o ensino presencial em segurança, acusando o Ministério da Educação de não ter preparado todas as medidas necessárias para a segurança de professores e alunos. Numa conferência de imprensa enumerou diversas “falhas” como a necessidade de realização de um rastreio prévio à comunidade escolar; a situação dos professores que se inserem em grupos de risco; a dimensão dos grupos/turma; a falta de professores para fazer face aos desafios pedagógicos da recuperação de aprendizagens, bem como o apoio a alunos com necessidades educativas especiais; a escassez de assistentes operacionais nas escolas para assegurarem a higienização dos espaços e o funcionamento dos estabelecimentos em segurança.

Também no dia de ontem, a DGS emitiu um conjunto de orientações para os estabelecimentos de educação pré-escolar e dos ensinos básico e secundário que visam garantir a retoma das aulas em condições de segurança. Sobre as medidas anunciadas é de destacar:
– Todas as escolas devem ter preparada uma” área de isolamento equipada com telefone, cadeira, água e alguns alimentos não perecíveis, e acesso a instalação sanitária”, para o caso de haver uma suspeita de infeção de covid no espaço escolar. É neste lugar que a pessoa com sintomas coincidentes com os do novo coronavírus deve esperar pelas indicações das autoridades de saúde. “Devem contactar o SNS24 (808 242424) ou outras linhas telefónicas criadas especificamente para o efeito, e proceder de acordo com as indicações fornecidas, pelos profissionais de saúde”.
– Deve ser acautelada a disponibilização de solução antissética de base alcoólica à entrada dos recintos;
– Sempre que possível devem manter-se as janelas e/ou portas abertas, de modo a permitir uma melhor circulação do ar e evitar toques desnecessários em superfícies;
– Deve ser privilegiada a via digital para todos os procedimentos administrativos. O contacto com os encarregados de educação deve também ser via digital ou telefónica
– Ao nível do pré-escolar, crianças e profissionais devem trocar o calçado que levam de casa por outro apenas utilizado no espaço do jardim-de-infância. Este calçado extra permanece no estabelecimento, devendo ser higienizado, todos os dias, após a saída da criança
– Do mesmo modo, deve remover-se das salas os acessórios não essenciais à prática das atividades pedagógicas, reforçando a limpeza e desinfeção dos que lá permanecem. Deve ainda solicitar-se aos encarregados de educação que não deixem as crianças levar de casa brinquedos ou outros objetos não necessários
– Já durante o período de refeições, a deslocação para a sala de refeições, caso aplicável, deve ser desfasada para evitar o cruzamento de crianças, ou, quando tal não for possível, será de considerar fazer as refeições na sala de atividades;
Nos ensinos básico e secundário, “os alunos devem ser organizados, preferencialmente, em grupos/turmas, mantendo-se esta organização ao longo de todo o período de permanência na escola. Os grupos/turmas devem ter, sempre que possível, horários de aulas, intervalos e período de refeições organizados de forma a evitar o contacto com outros grupos/turmas;
– Nas salas, devem ser mantidas as medidas de distanciamento, garantindo a maximização do espaço entre pessoas
– Nos períodos de almoço, os alunos devem ser organizados, preferencialmente, em grupos/turmas que devem ter, sempre que possível, horários de aulas, intervalos e período de refeições organizados de forma a evitar o contacto com outros grupos/turmas.

– A Direção Geral da Educação também já se manifestou relativamente às aulas de educação física, uma das maiores preocupações. Num documento enviado às escolas, a tutela afirma que os professores deverão optar por estratégias e metodologias de ensino que privilegiem o respeito pelo distanciamento físico “de, pelo menos, três metros entre alunos”, assegurando, no entanto, o cumprimento dos objetivos da disciplina. Por isso, numa disciplina em parte marcada pela aprendizagem e prática de desportos coletivos, as atividades passam a ser, preferencialmente, individuais ou entre grupos reduzidos, simulando situações de jogo “reduzidas e condicionadas”. Durante as aulas, a DGE pede que decorram preferencialmente em espaços exteriores, os alunos não precisam de usar máscara, apesar de recomendado, sendo apenas obrigatório à entrada e à saída das instalações.

Poderá ter acesso ao documento da DGS com todas as orientações para o ano letivo 2020/2021 através do seguinte link: https://www.dgs.pt/normas-orientacoes-e-informacoes/orientacoes-e-circulares-informativas/orientacao-conjunta-dgestedgedgs-pdf.aspx

Relacionadas

error: Conteúdo protegido!