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Quando te vi “Ali”

Quando te vi “Ali”
Catarina Carvalho - Autora. Enfermeira. Terapêuta
Não é sobre ter todas as pessoas do mundo p’ra si / É sobre saber que em algum lugar alguém zela por ti / É sobre cantar e poder escutar mais do que a própria voz / É sobre dançar na chuva de Vida que cai sobre nós / É saber se sentir infinito num universo tão vasto e bonito / É saber sonhar / Então fazer valer a pena cada verso daquele poema sobre Acreditar / Não é sobre chegar no topo do mundo e saber que venceu / É sobre escalar e sentir que o caminho te fortaleceu / É sobre ser abrigo e também ter morada em outros corações / E assim ter amigos contigo em todas as situações / A gente não pode ter tudo / Qual seria a graça do mundo se fosse assim? / Por isso eu prefiro sorrisos e os presentes que a vida trouxe p’ra perto de mim / Não é sobre tudo o que o seu dinheiro é capaz de comprar / E sim sobre cada momento e sorriso a se compartilhar / Também não é sobre correr contra o tempo p’ra ter sempre mais / Porque quando menos se espera a Vida já ficou p’ra trás / Segura teu filho no colo / Sorria e abrace os seus pais enquanto estão aqui / Que a vida é trem-bala parceiro e a gente é só passageiro prestes a partir / (…)

Ana Vilela cantando “Trem-bala”

Naquele dia, como eu muitos outros que já vivi, desejei não sa­ber muito do que sei…

Preparei as pessoas que tinha que preparar para quando te vissem… Mas quem não estava preparada, para te ver como te vi… era eu.

Naquele dia, QUANDO TE VI “ALI”, tive muito medo de te per­der. Nunca pensei que me fosse tão difícil ver-te “ali”…

E o teu maior medo? Qual se­ria?

A estrelinha estava lá. A mi­nha estrelinha. A tua estrelinha. A nossa estrelinha. Eu sabia. Tu sabias. Nós sabíamos. E mais alguém sabia… E tudo o que sa­bíamos a esse respeito acabaria por ser mais forte que todos os medos daquele dia…

Naquele dia, eu soube que ti­nha a capacidade de ser ainda mais forte.

Naquele dia, a Vida (trans)for­mou-me ainda mais.

Naquele dia, a Vida presen­teou-me com uma sensibilidade ainda maior do que aquela que eu já trazia em mim.

Naquele dia, houve lágrimas que se transformaram em sorri­sos…

Naquele dia, em silêncio, pedi perdão e agradeci…

Naquele dia, em silêncio, senti quem estava comigo…

Daquele dia em diante, a Vida desafiou-me ainda mais… Sim, há instantes que nos mostram que há uma linha ténue que se­para a Vida da Morte, bem como existe a coragem de continuar quando queremos desistir…

Sim, a Vida é uma dádiva…

Sim, somos passageiros prestes a partir… Enquanto estivermos aqui, que tenhamos consciência que o A.M.O.R. é principio, meio e fim. E um dia, quando partir­mos, que tenhamos presente que o A.M.O.R. é o que de mais valioso deixamos e, ao mesmo tempo, o que de mais precioso levamos…

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