Foto: Jornal de Leiria
Os prejuízos provocados pela depressão Kristin são “bastante acima” dos registados nos incêndios de 2024 e 2025, admitiu o ministro da Economia, sublinhando a dimensão ainda difícil de quantificar dos estragos, com especial incidência na região Centro
Os prejuízos provocados pela depressão Kristin são “bastante acima” dos registados nos incêndios de 2024 e 2025, afirmou o ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, após uma reunião com autarcas e entidades nos Bombeiros Sapadores de Leiria.
Sem avançar valores concretos, o governante explicou que ainda não é possível quantificar os danos, uma vez que a maioria dos municípios não arrisca estimativas nesta fase. Ainda assim, sublinhou que a dimensão do problema é “muito grande”, sobretudo na região Centro, com particular incidência no distrito de Leiria, acrescentando que o Norte e o Sul do país “não têm noção” do impacto sentido nesta zona.
Castro Almeida alertou também para as consequências económicas do temporal, referindo que muitas fábricas ficaram sem condições de funcionamento, o que poderá afetar as cadeias de produção. A situação deverá ainda obrigar a rever prioridades de investimento municipal e poderá comprometer prazos de obras financiadas pelo PRR.
A passagem da depressão Kristin causou pelo menos seis mortos, vários feridos e desalojados, deixando um rasto de destruição, com quedas de árvores e estruturas, cortes de estradas, falhas nos transportes, inundações, energia e comunicações. Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos mais afetados.
O Governo decretou a situação de calamidade para cerca de 60 municípios até 1 de fevereiro.
















