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Jobra acusada de “permanente precariedade”

Jobra acusada de “permanente precariedade”
Jobra está a ser acusada de manter “uma situação de permanente precariedade” com o alegado despedimento de professores. A direção da escola profissional refere-se à situação como “fake news”.DR

A escola profissional da Jobra – Associação de Jovens da Branca está a ser acusada de manter “uma situação de permanente precariedade” com o alegado despedimento de professores em situação precária e contratação de outros para as mesmas funções.

A denúncia surgiu no início deste mês na plataforma ‘Despedimentos.pt’ gerido pelo Bloco de Esquerda (BE). O partido avança que, segundo várias denúncias recebidas, a administração da escola profissional, no decorrer do mês de agosto, “comunicou a cessação dos contratos de trabalho a um conjunto de professores, sem realizar qualquer contacto prévio ou apresentar qualquer motivo, tendo iniciado novas contratações para os mesmos postos de trabalho”.

Em comunicado, a direção da Jobra refere-se à situação como “fake news” que “colocam de forma difamatória e em causa a conduta da JOBRA no que respeita às relações laborais que mantém com os seus colaboradores”. A escola continua e afirma que a situação dos atuais 114 profissionais docentes e não docentes distribui-se num quadro em que 86 por cento dos contratados estão nos quadros com contrato sem termo e os restantes 14 por cento encontram-se com contratos a termo certo e incerto, onde se incluem situações de substituições por doença, maternidade/paternidade e concursos anuais de contratação de docentes. Números que a direção considera refletirem “uma realidade que coloca a JOBRA e os seus colaboradores entre o topo da estabilidade profissional do setor”.

Na denúncia publicada pelo Bloco de Esquerda os alegados despedimentos são referidos como “uma estratégia deliberada, sem qualquer relação com o desempenho profissional, em que a equipa de gestão da instituição pretende contornar obrigações e ignorar os direitos dos professores”. Acrescentam ainda que, segundo as denúncias, os lesados garantem que “esta condição de precariedade agrava o desgaste resultante de exigências efetuadas ao longo do ano letivo, prejudicando também os alunos da instituição”.

Em resposta, a direção da JOBRA aponta que as suas escolas contam com mais de 700 alunos matriculados oriundos de todo o território nacional “que vêm residir para a Branca porque procuram a formação de excelência que a JOBRA proporciona e que é reconhecida nacional e internacionalmente”. Na perspetiva da escola profissional, “isso é possível devido a um ambiente seguro e criativo, em que todos se encontram numa situação estável e empenhados em fazer o melhor possível. (…) Entende-se que tudo isto não seria viável se houvesse precariedade laboral ou falta de condições”.

A Jobra – Associação de Jovens da Branca dedica-se à promoção do ensino artístico e a diferentes atividades culturais para jovens.  Atualmente emprega cerca de 114 profissionais e conta com a gestão de uma escola profissional, um conservatório de música e uma academia de artes.

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