Crianças desenvolvem autoconhecimento através de atividades lúdicas

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Durante esta semana cerca de 150 crianças do 2º ano do ensino básico estão a descobrir o espaço através da revista ‘Cidade Minúscula’, desenvolvida pela arquiteta Carolina Freitas, em parceria com o município albergariense.

A revista vai no seu segundo volume e tem como objetivo desenvolver o autoconhecimento das crianças através de atividades lúdicas e de reflexão. Este processo de autodescoberta envolve a redação de um diário onde os alunos, durante o mês, terão de imaginar como seria uma possível viagem a Marte. Os mais engenhosos poderão construir uma base espacial, também incluída na revista.

O primeiro volume deste projeto, que integra a Agenda Municipal da Educação, desenvolveu a temática ‘O Recreio’, onde procurou sensibilizar para a gestão do espaço público com o desenvolvimento de conceitos como mobilidade, sustentabilidade e cidadania.

A criadora do projeto, Carolina Freitas, explica que a revista, que foi selecionada no âmbito da iniciativa europeia Urbact, integrando o projeto On Board, surgiu organicamente através da junção de duas grandes paixões suas: a arquitetura e a infância.

A arquiteta acredita que sua área profissional pode contribuir para uma sociedade melhor e defende que as crianças surgem naturalmente nesta dinâmica uma vez que os contributos devem ser valorizados e deverá existir uma orientação pedagógica na exploração de conceitos tão importantes para a vida em comunidade. “Queremos oferecer às crianças um espaço para se pensar e idealizar o futuro”, explica.

O projeto tem conquistado miúdos e graúdos, com os adultos a quererem também participar na realização dos exercícios. A vereadora da educação, Catarina Mendes, afirma que esta, “é uma componente educativa que pretende que as crianças descubram, conheçam e interajam com o meio que as rodeia, com os locais, os edifícios, os serviços, o património, etc”. “.A revista ‘Cidade Minúscula’ pretende criar momentos divertidos de interação com a família e amigos e acrescentar saberes sobre a realidade do local onde cada um habita”, continua.