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Caderneta de Cromos #7 | Contas feitas e maldições quebradas

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Ao fim de uma semana de Caderneta de cromos a maldição do campeão foi quebrada. A França é, aliás, a primeira apurada para a próxima fase. Este dia deixou, ainda, tudo em aberto para o derradeiro jogo da fase de grupos.

Socceroos voaram mais alto

O primeiro jogo do dia não era, à partida, cabeça de cartaz nesta fase de grupos. Aliás, quem olha para um Tunísia x Austrália pode até pensar que se trata de um amigável daqueles de cumprir calendário.

Tratava-se, no entanto, do jogo da segunda jornada da fase de grupos do grupo D do mundial do Qatar. A Tunísia vinha de um algo surpreendente empate contra a Dinamarca e a Austrália tinha sido goleada por 4-1 pela favorita e campeã França, apesar de ter feito o primeiro golo desse jogo.

A história desta partida não fica para os cadernos do mundial. Apenas o resultado vai figurar naquelas linhas, o golo de Duke aos 23 minutos colocou em vantagem os ‘Socceroos’ da Oceânia e colocou a Austrália a lutar pelo apuramento diante da adversária direta ao segundo lugar do grupo, a Dinamarca. O golo de Duke foi o golo 50 deste mundial.

Frieza polaca trava sauditas

A Polónia tinha de pontuar no jogo frente à Arábia Saudita para continuar em prova. Vencer era imperativo, já que o próximo adversário é a Argentina. Os sauditas tinham aqui oportunidade para fazer história. Quer dizer, ainda mais história. Vencer o segundo jogo significava passagem direta para os oitavos de final e quase garantido o primeiro lugar.

Apesar de à partida não parecer um jogo atrativo, tinha tudo para o ser. Os sauditas jogaram da mesma forma como frente à Argentina, dinâmicos, donos da bola, galvanizados pela surpresa na primeira jornada.

A Polónia é uma equipa que tem atributos individuais, com Lewandowski à cabeça, mas uma equipa que carece de vários aspetos coletivos. No jogo frente ao México foi assim, ainda que tenha tido uma grande penalidade que não foi devidamente aproveitada pelo avançado do Barcelona, e aqui dispôs de poucas oportunidades, mas aproveitou-as. A história do jogo é mesmo essa. Se o jogo era comandado pelos sauditas, eram os polacos que iam chegar à vantagem por intermédio de Zielinski. Perto do intervalo chegava uma oportunidade de ouro para a Arábia Saudita, mas Szczesny foi mais assertivo e seguro do que no jogo inaugural, e segurou a preciosa vantagem polaca.

A segunda parte trouxe uma avalanche ainda mais forte por parte dos asiáticos, mas sempre sem a pontaria certa. Só a cerca de 20 minutos para o fim do jogo é que a Polónia se conseguiu soltar e equilibrar o jogo, numa altura em que o campo ficou ‘partido’, com golpe e contragolpe. Seria Lewandowski a aproveitar novo erro defensivo saudita para carimbar os três pontos, que conferem à Polónia bons augúrios para a passagem.

Campeão quebra a maldição

Em 2006 a Itália sagrou-se campeã mundial. Em 2010 não ultrapassou a fase de grupos. No mundial do Brasil, em 2014, a campeã em título Espanha (que venceu em 2010 na África do Sul), não passou da primeira fase. Na Rússia, em 2018, foi a vez da Alemanha, campeã em título, ser arredada da fase grupos. Cabia à França quebrar esse enguiço dos campeões, para defender o título conquistado em terras bolcheviques.

A França continua a ser uma das favoritas ao título mundial, pois acrescentou ainda mais talento e qualidade à equipa que se sagrou campeã quatro anos antes. À sua frente tinha uma Dinamarca sempre complicada, que vencera os franceses por duas vezes na última edição da Liga das Nações.

Num jogo muito morno, melhor na segunda parte, só o golo de Mbappé fez acordar a intensidade que se viveu depois. Christensen empatou quase de seguida e perto do fim, Mbappé confirmou mesmo o segundo triunfo consecutivo dos gauleses.

A França confirma esse favoritismo sendo a primeira seleção a estar presente nos oitavos de final do mundial do Qatar.

Argentinos sobrevivem graças a Messi

Este era o jogo do tudo ou nada para a Argentina. Perder significava estar fora do campeonato do mundo numa fase muito precoce, empatar estaria na luta, mas dependeria sempre de terceiros, ganhar era o caminho que permitia respirar e encarar com confiança o derradeiro jogo frente à Polónia.

Ainda que determinados a isso, o jogo dos argentinos foi muito pobre. Na primeira parte até foram os mexicanos a aproximarem-se mais da baliza argentina, mas a partida era fraca em ritmo e em ocasiões.

Foi preciso Messi ser Messi e puxar dos galões. Do meio da rua, o astro argentino disparou um míssil para a baliza de Ochoa, perto da hora de jogo. Resultado desbloqueado, argentinos respiravam de alívio, faltava segurar a vantagem para não sofrer nova desilusão. O México revelou-se muito pálido na reação ao golo sofrido. Jimenez entrou tarde e não conseguiu ter bola. Já perto do fim, Enzo Fernandez, médio do Benfica, ampliou a vantagem para 2-0, com assistência de Messi.

A Argentina parte para a terceira jornada a depender de si e de um bom resultado frente à Polónia.

Era uma vez… o Mundial | O génio de Garrincha

O Mundial de 1962 não é dos mais memoráveis. Poucos golos, jogos desinteressantes, memórias que não ficam para a história. O Brasil sairia campeão e juntava-se ao Uruguai e à Itália com dois títulos mundiais.

Num campeonato onde se perdeu Pelé demasiado cedo e foi Garrincha a assumir a responsabilidade deixada pelo Rei.

Era o Chile o anfitrião do torneio, que regressaria assim ao continente sul-americano. Uruguai, Itália, Argentina e Espanha caíram na primeira fase do mundial. Alemanha, URSS e Hungria chegariam aos quartos e Suécia e França nem compareceram, como Portugal, por não se qualificarem.

O Brasil começa a defesa do título com uma vitória contra o México e um empate diante da Checoslováquia, onde perderia Pelé para o resto do torneio. O “Anjo das Pernas Tortas” Garrincha assumiria o papel de principal desequilibrador da equipa e o Brasil seguia em frente graças a ele. Frente à Espanha, no último jogo da fase de grupos, deu o passe decisivo para o golo de Amarildo. Nos quartos de final bisou frente à Inglaterra, num jogo que teve um cão como protagonista (o animal entrou em campo e ‘fintou’ vários jogadores inclusive o próprio Garrincha. Mais tarde a FIFA ‘sorteou-o’ entre o jogadores e seria o Anjo das Pernas Tortas a adotá-lo, dando-lhe o nome de “Bi”), e nas meias-finais voltaria a marcar por duas vezes diante do anfitrião Chile. Garrincha foi expulso nessa meia-final, mas conseguiria jogar a final, ainda que tenha acordado com febre nesse dia. O Brasil derrotava a Checoslováquia a levantava pela segunda vez consecutiva o troféu Jules Rimet.

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Francisco Amaral
Jornalista Estagiário do Jornal de Albergaria – Licenciado em Jornalismo e Comunicação pela Universidade de Coimbra. O gosto pela escrita e o bichinho pelo jornalismo desportivo trouxe-me até a Albergaria. Tento sempre ter um livro debaixo do braço e um filme na cabeça.
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