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Caderneta de Cromos #17 | Chocolate quente e um tombo

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Num dia de diferentes destinos para os países ibéricos neste mundial. Os oitavos de final terminam com uma grande vitória de Portugal sobre a Suíça, e uma eliminação surpreendente de Espanha.

Marroquinos procuram fazer história

À semelhança do primeiro jogo de ontem, o primeiro jogo de hoje teve direito a prolongamento e penaltis. Se no de ontem houve emoção até ao fim, neste, o jogo foi equilibrado, mas esta Espanha teima em tornar o jogo enfadonho.

Apesar desse controlo de bola, as coisas não fluíram bem à equipa de Luis Henrique. Maus passes e bastantes recuperações da equipa marroquina fizeram a vida negra aos espanhóis. Marrocos fez um jogo intenso, rápido nas alas, e a trocar bem a bola no setor mediano. Foram deles as principais ocasiões de golo, com Unai Simón a ser o melhor espanhol em campo, a defender o que podia.

O jogo seguiu para um inevitável prolongamento, já com olhos postos nas grandes penalidades. Nulo ao fim de 120 minutos, era a vez dos guarda-redes mostrarem todo o seu potencial. À semelhança do jogo de ontem, hoje houve uma equipa que falhou três penaltis… a Espanha. Uma ao poste e duas defesas do guarda-redes e, por fim, Hakimi, com toda a tranquilidade selou o apuramento histórico de Marrocos, que também tinha vencido a Bélgica na fase de grupos. Segue-se Portugal.

Um pistoleiro a furar a tablete de chocolate

Havia expectativa para este Portugal x Suíça. Considerada superior, Portugal tem tido um histórico de complicar o que não costuma ser complicado, e não deixa os portugueses embandeirarem em arco.

Cristiano Ronaldo começou o jogo no banco, e foi Gonçalo Ramos quem fez a dupla de ataque com João Félix. Otávio regressou de lesão e Diogo Dalot ganhou posição no lado direito da defesa.

Correu tudo de feição. Não só Gonçalo Ramos se estreou a marcar, como até fez um hattrick. Ainda antes disso, Pepe também fez gosto à cabeça e Raphael Guerreiro também fuzilou a baliza de Sommer. De rastos, os helvéticos só responderam de canto por Akanji, numa desatenção defensiva. Nada de grave, uma vez que viriam mais golos. Ramos completou o Hattrick antes de dar lugar a Ronaldo, que muito procurou o tal golo que o diz perseguir. Rafael Leão, recém-entrado, também fez o gosto ao pé, com um golaço na ponta final do jogo.

Tudo está bem quando acaba bem, e a seleção nacional portuguesa fez a melhor exibição, nomeadamente a nível ofensivo, desde que chegou ao Qatar. O próximo jogo é com a surpreendente equipa de Marrocos que eliminou a Espanha. Sempre com os pés bem assentes na terra, há espaço para sonhar.

Era uma vez… o Mundial | “Todo o mundo tenta, mas só o Brasil é penta”

Pela primeira vez o Brasil e Alemanha encontraram-se na final de um mundial. Foi também a primeira vez que a Ásia recebeu tal competição, na primeira vez que dois países organizaram a competição: o Japão e a Coreia do Sul.

À semelhança do mundial de 1994 nos EUA, este seria memorável pelos ‘underdogs’ que chegaram longe, mas cairiam aos pés dos pesos pesados.

Portugal fez a sua segunda participação na fase final do campeonato do mundo. Depois do Euro de sonho em 2000, todos acreditavam numa bela caminhada no mundial, para fazer jus à geração de ouro. Não podia ter corrido melhor. Perderam o primeiro jogo diante dos EUA por 3-2, golearam depois a Polónia por 4-0 com três golos de Pauleta, mas esse jogo seria enganador. O terceiro jogo, a precisar de empatar, Portugal perdeu e perdeu as estribeiras. João Vieira Pinto manchou a carreira brilhante que teve até então e deu um murro no estômago do árbitro quando viu o cartão vermelho. A Coreia venceu o jogo e passou à fase seguinte.

Os anfitriões passaram a fase de grupos, embora o Japão tenha caído nos oitavos de final diante da surpreendente Turquia, que chegou às meias finais. A Coreia do Sul avançou até às meias-finais, numa caminhada de sonho que fez acreditar muita gente. Eliminou a Itália nos oitavos e a Espanha nos quartos, perdendo, apenas por 1-0, diante da Alemanha.

A França, campeã em título, começou uma maldição que quebrou vinte anos depois, e foi a pior campeã a defender o título. Fez apenas um ponto e não marcou qualquer golo. Até 2022, todos os campeões mundiais caíram precocemente no mundial seguinte.

O Brasil apresentava-se no Coreia/Japão (como também é conhecido o mundial 2002) com bons reforços. Luís Felipe Scolari foi o escolhido para orientar os jogadores no mundial que apresentou os três R’s da frente: Ronaldo, Rivaldo e Ronaldinho. Um ataque de luxo, que não ficava nada à frente dos outros setores do campo. Ronaldo foi mesmo o goleador da competição, com nove golos. Marcou em todos, desta vez também na final, menos contra a Inglaterra nos quartos de final e vingou-se do que lhe tinha acontecido no mundial de França. Decidiu a final, com dois golos em dois minutos, e apresentou ao mundo um dos piores e mais icónicos cortes de cabelo de que há memória.

Por outro lado, a Alemanha chegou à final com resultados muito sofríveis, 1-0 em todos os jogos a eliminar. Oliver Kahn, a estrela da equipa, foi o melhor jogador do torneio, mas facilmente trocaria esse prémio pelo momento do primeiro golo do Brasil, quando o guardião germânico deixou a bola passar entre as mãos para Ronaldo inaugurar o marcador. O Brasil foi penta e a Alemanha ainda estaria a uns bons anos de colocar a mão no céu.

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Francisco Amaral
Jornalista Estagiário do Jornal de Albergaria – Licenciado em Jornalismo e Comunicação pela Universidade de Coimbra. O gosto pela escrita e o bichinho pelo jornalismo desportivo trouxe-me até a Albergaria. Tento sempre ter um livro debaixo do braço e um filme na cabeça.
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