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Beira-Vouga joga frente ao Rocas do Vouga “sob protesto”

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O Grupo Desportivo Beira-Vouga desloca-se, este domingo, a Sever do Vouga, apesar das dificuldades provocadas pelas cheias que afetaram a região. Privada de treinos, sem acesso ao campo e aos próprios equipamentos, a equipa sénior entra em campo “sob protesto”, mantendo a partida que não vai ser adiada.


O Grupo Desportivo Beira-Vouga desloca-se, no próximo domingo, 15 de fevereiro, ao terreno do Centro de Recreio e Cultura de Rocas do Vouga, num jogo a contar para a 13.ª jornada da 2.ª Divisão da Associação de Futebol de Aveiro. A partida mantém-se agendada apesar das dificuldades vividas pelo clube de Frossos na última semana, na sequência das cheias que afetaram a região.

De acordo com informação avançada pelo clube, o último treino da equipa realizou-se na passada quarta-feira, 4 de fevereiro, uma vez que, nos dias seguintes, várias estradas ficaram intransitáveis devido às inundações, impossibilitando a normal preparação para o encontro. Além disso a direção explica que não tem acesso ao campo e nem aos equipamentos dos jogadores.

Perante este cenário, o treinador, Cláudio Santos, tentou o adiamento do jogo, considerando que a situação vivida não permitia encontrar uma solução alternativa que garantisse condições mínimas de normalidade, o que coloca a equipa em desvantagem. No entanto, o pedido acabou por ser recusado pelo Rocas do Vouga.

Face à impossibilidade de alteração da data, o Beira-Vouga confirma que vai comparecer ao jogo, cumprindo o que está previsto nos regulamentos. Ainda assim, a equipa entrará em campo “sob protesto”, segundo explica o treinador, que sublinha não estarem assegurados “os valores mais básicos do futebol”, sobretudo num contexto excecional em que, no seu entender, “o bom senso devia imperar”. Cláudio Santos reforça que esta posição não representa qualquer tentativa de fugir às responsabilidades ou obrigações competitivas, mas resulta de factos que considera irrefutáveis.

A direção do clube faz também um apelo à compreensão dos adeptos do clube, solicitando que não se desloquem ao campo do adversário. A intenção passa por evitar que os apoiantes paguem bilhete num jogo disputado em circunstâncias que o Beira-Vouga considera injustas e alheias à sua vontade.

Além das limitações desportivas, o clube destaca a preocupação com o bem-estar dos seus membros e jogadores, muitos dos quais continuam focados em minimizar os prejuízos causados pelas cheias. “O futebol é muito importante, mas há outras coisas ainda mais importantes que vêm antes”, refere o treinador, enquadrando a decisão de jogar sob protesto num momento particularmente difícil para a comunidade e para a região.

“Há condições”

Contactado pelo Jornal de Albergaria sobre o pedido de adiamento, José Rodrigues, elemento da direção do CRC Rocas do Vouga, explica que o clube decidiu manter a realização do encontro por considerar estarem reunidas as condições necessárias.

Segundo o dirigente, o facto de o jogo se disputar no Campo Capitão Bernardo Barbosa de Quadros, em Sever do Vouga, foi determinante para a decisão. “As nossas instalações estão boas para praticar futebol e o tempo vai estar bom”, refere, sublinhando ainda que também o Rocas do Vouga teve limitações na preparação, uma vez que treinou apenas uma vez durante a semana, igualmente condicionado pelo mau tempo.

José Rodrigues acrescenta que o pedido de adiamento foi feito na terça-feira, dia 10 de fevereiro, a menos de oito dias do jogo, o que dificultaria encontrar uma nova data no calendário competitivo. Na sua perspetiva, aceitar esse adiamento poderia abrir precedentes para o futuro do campeonato.

O dirigente afirma ainda que a Associação de Futebol de Aveiro considerou existirem condições para a realização da partida nas instalações do Rocas do Vouga, reforçando que, perante essa avaliação, o clube manteve a sua posição. “Se o jogo fosse no campo do Beira-Vouga e não houvesse condições, não se jogava. Sendo na nossa casa, achamos que há condições”, conclui.

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