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COVID-19: Município solidário com o caso da Geriabranca

  • Categorias COVID-19
  • 25 Março, 2020
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COVID-19: Município solidário com o caso da Geriabranca

António Loureiro aponta uma solução: rapidez na realização dos testes à Covid-19. Disponibilizou o Município para avançar com a compra dos testes. Afirma que “o que está em causa é salvar a vida das pessoas”.

A situação delicada em que se encontram os utentes e funcionários da Geriabranca, tem causado grande controvérsia.

Ontem, veio a publico que para os 26 utentes e 8 funcionários retidos na instituição (por suspeita de contágio), apenas teriam sido disponibilizados 6 testes à Covid-19.

Um número bastante desfasado das necessidades reais e a situação emerge, por uma rápida solução, que passa exatamente pela obtenção de respostas.

António Loureiro, presidente da Câmara, revelou hoje ao Jornal de Albergaria que tem havido uma articulação, desde a primeira hora, com a Delegada de Saúde, à qual faz questão de deixar um especial agradecimento e “os parabéns pela colaboração em função de conseguirem obter os testes para poder realizar o rastreamento, dos colaboradores desta instituição e aos utentes”.  

A condição imposta a todos os que se encontram dentro desta instituição particular, deixa António Loureiro apreensivo. “Neste momento o que está em causa é salvar a vida das pessoas. Todos têm de ser testados”.

“O Município, desde a primeira hora, disponibilizou-se a adquirir os testes. Deu “carta branca” para que fossem adquiridos para fazer o rastreio a todos os colaboradores e a todos os utentes. “

Priorizou-se os testes às colaboradoras que estavam de folga, as que tinham saído do turno, de forma a controlar a cadeia de propagação do vírus.

Fez-se às primeiras sete colaboradoras (que estavam de folga), e desses 7 testes, 7 deram positivos”, afirma.

Hoje estão a fazer a mais cinco colaboradoras deste lar, que estavam também em período de folga. Saberemos o resultado brevemente”.

Está programado amanhã fazer os testes aos últimos seis colaboradores da instituição”.

A dúvida permanece em torno da escassez dos testes disponibilizados a um local devidamente identificado como foco de contágio. No entanto há que perceber que “não há racionamento nos testes, há racionalização”, conforme afirmou o Secretário de Estado da Saúde, ontem, na conferência de imprensa diária para divulgação do boletim sobre a evolução da pandemia.

A escolha das pessoas para serem submetidas aos primeiros testes Covid-19 recaiu sobre os funcionários que se encontravam fora da instituição. Aqui a pergunta paira no ar: Porquê esta seleção? O presidente de Câmara afirma ter sido uma escolha correta.

Fez-se primeiro os exames aos colaboradores que estavam a gozar o período de folga, para no caso de haver risco de contágio, cortarmos essa cadeia”.

A seleção foi correta! A decisão foi correta!

O edil, reforça que “tendo em consideração a falta de testes, a primeira prioridade foi fazer às pessoas que estariam de fora da instituição”. Quem está dentro “neste momento não pode sair, nem pode entrar. Está controlado o contágio”.

“Esta foi a grande preocupação da sra. Delegada de Saúde.”

O esforço do município tem sido pressionar as entidades oficiais para fazerem os testes o mais rápido possível. Ontem era tarde!”

Por ser uma questão de saúde urgente, António Loureiro acredita que a solução está na rapidez da realização dos testes. “Quanto mais depressa forem feitos os testes mais depressa poderia haver uma separação dos utentes afetados dos utentes que não estão afetados”.

Inclusivamente estamos a procurar uma solução de encaminhamento dos utentes. O que se impõe neste momento é a transferência daquelas utentes para uma outra instituição e o estado tem de arranjar solução”.

“Temos um sítio, que é concreto e não se pode adiar mais. (…) Toda a gente percebeu; já entendeu que é daqueles casos de priorização”.

“Percebo que tenham de ser geridos os testes, agora temos também de perceber que aqui é um foco que tem de ser resolvido rapidamente. Tem de ser encontrada uma solução.” – conclui.

O Jornal de Albergaria, tem conhecimento que a par dos testes a serem realizados às funcionarias, os primeiros testes aos utentes, já estão a ser feitos, sendo o resultado até agora desconhecido.

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