O reforço do funcionamento das bocas de incêndio, um arquivo comunitário e digital, a criação de um campo de férias, a conclusão do Parque da Vila e o reforço da iluminação pública são parte do programa do CDS-PP para a Junta de Freguesia da Branca, uma candidatura encabeçada por Sandra Marcelino.
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A apresentação de candidatura à Junta de Freguesia da Branca pelo CDS-PP, com Sandra Marcelino como cabeça de lista, decorreu no passado dia 24 de setembro, no edifício do respetivo órgão de poder local, “num salão completamente cheio, com dezenas de pessoas também a acompanhar do exterior”, como refere o partido, em nota enviada à imprensa.
A sessão foi aberta pelo presidente da Comissão Política Concelhia do CDS de Albergaria-a-Velha, Henrique Caetano, que sublinhou o orgulho nos candidatos apresentados e a energia sentida na Branca. “Aqui sentimo-nos em casa”, afirmou.
Mário Branco, presidente da Assembleia Municipal de Albergaria, “emocionou a plateia e gerou enorme gratidão entre os presentes”, lê-se na mesma nota. António Loureiro, candidato à Assembleia Municipal e atual presidente da Câmara Municipal, destacou a qualidade das equipas formadas e a responsabilidade de suceder a Mário Branco.
Linhas programáticas
Sandra Marcelino afirmou ser prioritário para a freguesia a defesa da saúde de proximidade, exigindo melhores condições nos cuidados primários e respostas céleres para idosos e famílias vulneráveis.
A valorização ambiental, com a criação de uma zona de depósito de resíduos verdes, reforço do funcionamento das bocas de incêndio e mapeamento de nascentes e linhas de água; e a melhoria das infraestruturas básicas, como o alargamento da rede de saneamento, pavimentação de ruas e requalificação da ligação entre localidades, foram igualmente destacados pela candidata.
Na área da Juventude e Lazer, Sandra Marcelino propõe a criação de um campo de férias de verão, a conclusão do Parque da Vila e o acesso facilitado a equipamentos desportivos. No âmbito do património local, o programa prevê a requalificação do Monte de São Julião, dinamização dos miradouros, reforço das festas da vila e criação de um arquivo comunitário digital.
Para promover maior segurança e mobilidade, a candidata tem prevista a criação de novos lugares de estacionamento acessíveis, o reforço da iluminação pública e medidas de acalmia de trânsito.
Sentir anseios da comunidade
Sandra Marcelino apresentou-se à candidatura “com um misto de enorme alegria e emoção, mas também com profundo sentido de acrescida responsabilidade”, assumindo a continuidade do projeto iniciado por Carlos Coelho e com o propósito de melhorar o que precisa de ser melhorado.
“Conheço bem o que foi feito, mas conheço também as dificuldades e os compromissos que estão assumidos. Conheço os rostos de muitos de vós que estão aqui hoje. Conheço os problemas concretos das pessoas, os desafios que ainda persistem, as necessidades que se fazem sentir e os anseios da nossa comunidade. Juntos, podemos transformar preocupações em soluções reais”, reforçou a candidata.
Sandra Marcelino reafirmou a convicção de que “é possível fazer mais e melhor pela Branca”, assumindo o compromisso de proximidade com a população e de trabalho dedicado para dar resposta às necessidades reais da freguesia.
O encerramento coube a Carlos Coelho, candidato à Câmara Municipal e atual presidente da Junta, que, visivelmente emocionado, agradeceu o apoio de todos e apresentou as linhas-chave do projeto autárquico para o concelho.
Crítica à oposição
A noite ficou também marcada pela resposta do partido a propostas recentes da oposição na área da saúde, acusando as medidas apresentadas de tentar resolver dificuldades “com promessas fáceis”.
O projeto ‘Saúde à Porta’ da coligação PSD/IL quer levar ao domicílio cuidados médicos, ajuda para marcar consultas, transporte para o Centro de Saúde e apoio no pedido de receitas médicas.
O CDS-PP respondeu que “as visitas domiciliárias, por exemplo, já fazem parte do SNS; o que falta são médicos e enfermeiros suficientes para as realizar com regularidade”. O CDS reforçou defender o SNS e rejeitar “soluções meramente eleitoralistas”.
Para o CDS-PP, as soluções para as falhas na área da Saúde passam por “exigir melhores condições às entidades competentes e, a nível local, criar mecanismos que facilitem a fixação de profissionais, assegurando cuidados de proximidade, sobretudo para idosos e famílias mais vulneráveis”.
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